Nova localização

O Afilhado mudou-se para aqui.
Mostrar mensagens com a etiqueta Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de janeiro de 2009

O que causou a crise


Via O Insurgente

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mal ao mundo

Ao anunciar esta notícia, o Gabriel Silva do Blasfémias utilizou o título "O Caminho da Servidão". Deixei um comentário no post, mas como a matéria é interessante, decidi eu próprio escrever sobre o assunto.
Para ser franco, e apesar de partilhar dos ideais liberais, não vejo a vinda de grande mal ao mundo com a constituição de um tal conselho. Isto se, e só se, o conselho que se pensa fazer fosse apenas consultivo. Isto é, “recomendasse” linhas de actuação e não as impusesse. Porque é que acho que poderia ser interessante algo do género? Para facilitar. Sim, porque a verdade é que numa economia de mercado os investidores têm de decidir em que investir e muitas vezes isso é extremamente complicado, nomeadamente para quem começa uma nova empresa ou para quem não tem grandes conhecimentos de Economia. Um Conselho como esse poderia “sugerir” quais as ramos de actividade rentáveis e não rentáveis, alertar para bolhas e para os seus “rebentamentos”. Nunca, obviamente, com planos à Estaline, obrigatórios, mas sim com recomendações meramente indicativas. Iria trazer muita estabilidade a algumas economias provavelmente.
O problema é se o Conselho tornasse as suas orientações regras e as economias mundiais ficassem dependentes das resoluções da entidade, tal como a diplomacia actualmente está em grande parte dependente do Conselho de Segurança da ONU. Se tal acontecesse, teríamos dois problemas fundamentais. Em primeiro lugar, o tal Conselho iria, como facilmente se prevê, beneficiar uma parte em detrimento da outra, ou seja, as resoluções do Conselho não iriam afectar a todos de igual maneira. Em segundo lugar, teríamos como regra instituída toda uma linha de pensamento muito associada ao modelo social europeu, muito próxima da social-democracia e do Estado-Providência, a qual é considerada por muitos como uma linha de pensamento errada, incluíndo-me eu no grupo.
Depende muito do que se pretende. A pretender-se a segunda opção, espero que ninguém dê ouvidos à Chanceler alemã.

Genération Y

Há cerca de uma semana atrás li um artigo na Sábado sobre o blogue Genération Y. Li o artigo durante uma viagem e fiquei curioso, dado que, segundo o texto, era um blogue escrito por uma cubana residente em Cuba e contestatária do Regime da dinastia Fidel. No entanto, por na viagem não ter Internet disponível, acabei por deixar passar a coisa. Felizmente o Pedro "lembrou" e fui visitar. Recomendo vivamente. Vejo agora que não é por acaso que Yoáni Sánchez foi considerada como uma das pessoas mais influentes do mundo em 2008.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Omnipotência

A crise financeira internacional que se vive já não é propriamente novidade. Novidade vão sendo os métodos dos países para a combater. A Islândia nacionalizou a banca nacional e foi à bancarrota, estanto agora, qual país africano, a viver de ajudas internacionais - isto vindo do país mais desenvolvido do mundo segundo o Relatório do IDH. A Inglaterra andou a fazer nacionalizações parciais dos bancos, apenas para os financiar. Os Estados Unidos criaram um fundo astronómico, inicialmente criado para auxiliar o sistema financeiro, mas estendendo-se agora a "outras áreas". Mesmo nós, em Portugal, criámos um fundo de garantias de 20 bibliões de euros para que a banca não tivesse tanta dificuldade em financiar-se e chegámos a nacionalizar um banco cujos problemas tinham muito pouco que ver com a crise. E depois vem a Venezuela. Qual é a forma que a Venezuela, isto é, Hugo Chávez, encontra para tentar melhorar estes tempos difíceis? Estabelece um limite de dinheiro para os venezuelanos gastarem no estrangeiro. Sim, foi estabelecido que a partir de agora cada venezuelano pode gastar um máximo de 2500 dólares anuais em despesas no estrangeiro. Puro socialismo. É inaceitável que um estado se reserve o direito de decidir quanto dinheiro as familías podem gastar no que quer que seja. A questão nem é económica aqui, o que aqui está posto em causa é a liberdade individual dos venezuelanos. Até que ponto se permite a pretensa omnipotência de um estado e de um homem?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O mundo ao contrário

Há algum tempo houve por terras lusitanas um peculiar concurso cujo objectivo era eleger os Maiores portugueses da História. Peculiar foi o resultado. O vencedor foi o saudoso Salazar. O segundo lugar foi para o bem-amado Álvaro Cunhal. O terceiro lugar para o quase desconhecido Aristides de Sousa Mendes.
Houve na Rússia um programa nos mesmos moldes e as conclusões são fantásticas. Cinquenta milhões de pessoas votaram e 11,5% das pessoas consideraram que Estaline foi o maior de todos os russos, ficando o ditador a apenas duas décimas do primeiro lugar.
É impressionante a rapidez com que todo um povo reabilita indivíduos que tanto mal fizeram à humanidade. O caso de Estaline, dado como responsável por dezenas de milhão de mortes é, provavelmente, o mais incompreensível. Durante trinta anos este louco fez em cada russo um inimigo, enviando tantos quanto podia para gulags, fazendo purgas no próprio PCUS e criando até um pacto de não-agressão com Hitler. E por falar em Hitler, só este falta. Na Alemanha ainda é tabu, mas não restem dúvidas que os movimentos neo-nazis estão aí e em força.
Peroai-lhes Senhor, que não sabem o que fazem.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Criminosos

Há neste momento, na América, um coro de protestos de pessoas que querem ver a Administração Bush julgada por crimes de guerra. Se eu não achasse que tudo isto é sol de pouca dura e que o movimento nacional vai acabar por parir um rato, ficaria francamente contente.
A verdade, e isto já é um lugar comum, bem sei, é que se há coisa que a terra da liberdade não foi é "correcta", se correcto se pode ser em tempo de guerra. E o pior dos podres destes últimos anos foi, sem sombra para dúvidas, Guantánamo. E Guantánamo é apenas uma sinédoque para todos os centros de detenção onde se torturaram presos para arrancar convenientes confissões. Quem não se lembra de umas imagens de há uns anos, de um centro de detenção no Iraque, onde apareciam homens nus a ser maltratados?
Se eu mandasse, frase tão repetida nesta nossa ocidental praia e que só pode querer dizer que todos queremos mandar em algum momento, eu imporia um julgamento a George W. Bush, Dick Cheney e Donald Rumsfeld. O mais provável seria que desse julgamento resultasse uma condenação semelhante à de outros criminosos de guerra.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Notícia do Dia

«O livro Así es Fidel (Assim é Fidel) com anedotas e episódios de Fidel Castro contados por personalidades mundiais foi lançado na segunda-feira em Havana»

Sol

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Da próxima é a Lei Marcial

«A câmara alta do parlamento russo aprovou hoje por unanimidade a emenda à Constituição que prevê uma extensão do mandato presidencial de quatro para seis anos. Todos os 142 senadores presentes votaram a favor de uma presidência mais longa, naquele que foi o último passo legislativo do processo de aprovação.»

Público

domingo, 21 de dezembro de 2008

...

Este texto não tem título pelo simples facto de não ter conseguido encontrar nenhum que se adequasse.
Eu ainda não tinha ouvido falar disto, mas há dois meses, no Egipto, um professor espancou uma criança de 11 anos que acabou por morrer no hospital. A notícia diz que foi por a criança não ter feito os trabalhos de casa, mas isso pouco importa. Um professor espancou uma criança até à morte. E quando um professor espancou uma criança até à morte, o que leio é que a culpa é das turmas de cem alunos que o Egipto tem, é do mau sistema educativo que o Egipto tem, é por o professor ter 23 anos e não ser admissível que no Egipto professores tão jovens dêem aulas. Tudo o que leio é politiquice da mais absurda quando um professor espancou uma criança até à morte. Muito francamente escrevi este texto apenas para dar conta a quem me lê e não tenha ouvido falar do assunto ainda e para mostrar o quão preplexo ainda estou. Um professor espancou uma criança até à morte!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sapatadas

No dia 15 de Dezembro, ontem, o ainda presidente dos EUA foi ao Iraque assinar o acordo para a retirada gradual das tropas. Durante a conferência de imprensa, um jornalista iraquiano fez algo - como direi? - insólito: atirou o que tinha calçado a Bush. Pelo que percebi, no mundo árabe é extremamente ofensivo atirar sapatos a alguém - sucintamente explicado aqui. É claro que é uma falta de respeito e uma manifestação lamentável, mas que é uma belíssima forma de terminar um mandato que trouxe duas guerras ao mundo e a morte a milhares e milhares de pessoas, lá isso é. Então se tivesse acertado...


Adenda: reparei agora, na minha ronda pela blogosfera, que a Ana Vidal tem no Risco Contínuo um texto com um título ao qual o meu se parece muito. Peço desculpa à criadora, não foi intenção.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Oligarquia, mas das boas!

O meu título esteve para ser "Autocracia, mas das boas!", no entanto, e como o protagonista aqui não é um indivíduo, mas um grupo, justifica-se a mudança de ideias.
A administração Bush propôs (reparem que é uma proposta e não um pedido) à União Europeia que acolhesse prisioneiros da base americana de Guantanamo. A razão? É simples, quer-se resolver o problema dos torturados sem julgamento sem os mandar para os países natais (onde se pensa que poderiam ser perseguidos) e sem ficarem nos EUA (culpados de tudo), porque por lá, porcaria nem pensar! Os velhos anões, provavelmente ainda preplexos com a "proposta", ainda não tomaram uma posição oficial. Mas isso não impediu que Luís Amado, esse digníssimo e competentíssimo ministro dos Negócios Estrangeiros, de afirmar prontamente que para cá podem vir à vontade, que até os recebemos com pastéis de Belém e um vinhozinho do Porto. Mais, tomou esta decisão sem que fizesse um referendo, uma auscultação da opinião pública e sem ouvir sequer a oposição.
É apenas mais um dos exemplos da falta de necessidade de "paz social" que uma maioria absoluta por cá permite.

sábado, 15 de novembro de 2008

Finalmente diz algo acertado

«George W. Bush alerta para os perigos do proteccionismo no mundo»

Passados tantos anos de parvoíce desavergonhada, George W. Bush disse algo decente e alertou para aquilo que, para mim, é o pior em Obama: a defesa do proteccionismo para a economia americana.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama é presidente!

Não vou aqui fazer um panegírico ao novo presidente dos EUA. Aplaudo o avanço tremendo da sociedade americana em não ter sentido pudor em ter um presidente negro. Quanto à actividade governativa e os benefícios para o mundo, espero para ver, apenas uma nota de receio para o ambicionado proteccionismo para a América que traria fortes problemas à economia mundial, nomeadamente à europeia. De qualquer modo, congratulations, you Won!

domingo, 19 de outubro de 2008

Há 500 anos isto dava direito a guerra!

Vejam esta notícia da TVI onde o ministro Rui Pereira é "apanhado" pelos microfones a falar do que não deve.

sábado, 11 de outubro de 2008

O Tumor Republicano

Sarah Palin foi vista como uma refrescante brisa para a campanha de McCain quando foi escolhida: uma mulher bonita, mãe-de-família, cheia de garra no debate e que agradava à direita mais conservadora americana com as suas posições anti-aborto e pró-armas. Agora revela-se um verdadeiro tumor na campanha, um tumor que ameaça matar tudo aquilo por que passar. Primeiro vieram as gaffes e as entrevistas disparatadas, agora um escandâlo nacional: abuso de poder. Durante o seu mandato como governadora do Alasca, a mrs. Palin teve uma crise familiar: a irmã divorciou-se de forma litigiosa. Que é que esta ávida defensora da família e dos votos sagrados do casamento fez? Mexeu os cordelinhos para que o cunhado fosse despedido da polícia. Como o seu "capanga" que deveria despedir o ex-cunhado se recusou a fazê-lo, foi ele próprio despedido.
São episódios como este, juntamente com o fanatismo religioso e o discurso beligerante que me fazem, cada vez mais, apoiar Obama. Estavas melhor sozinho McCain.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eu não reconheci nada!

Anda a dizer-se por aí que Portugal reconheceu a independência do Kosovo. Eu tenho apenas uma coisa a dizer: a mim, ninguém perguntou nada!

domingo, 5 de outubro de 2008

Brincadeiras Sérias

Eu começo a achar que aqueles que supostamente decidem os destinos do mundo pensam que estão num jogo, um jogo tipo Capitalismo ou coisa parecida. Eis uma novidade: não, não estão.
O plano Paulson é um maravilhoso exemplo desta falta de análise a priori. O que tem acontecido é tão-só o resultado de uma falha de mercado: os bancos estavam a arriscar demais, pois tinham sempre o estado protector pronto para os salvar no momento do aperto. Esta ideia de se poder arriscar à vontade fez com que os bancos dessem créditos sem qualquer horizonte de retorno e que se criasse, primeiro uma crise de subprime e depois uma crise em toda a Wall Street. A pior coisa que o estado pode fazer agora é dar fundamento à ideia que originou tudo isto: a de que o estado está lá para salvar os bancos que se atiram em queda-livre para a falência. O que iria acontecer sem este plano Paulson seria uma espécie de "purga", isto é, os bancos "doentes" iriam acabar para dar lugar a novos bancos que iriam saber que o excesso de risco é verdadeiramente arriscado. Agora o que vai acontecer é adiar-se indefinidamente o inevitável. E podem ter a certeza que quando esse "inevitável" acontecer, as consequências serão muito maiores que as que sairiam da crise actual.
Pela Europa, esta sombra dos EUA, quer-se fazer o mesmo, valha-nos a Alemanha que sempre é o contrapeso nestas loucuras destes supostos economistas. A Europa sofre cada vez mais uma crise de identidade, querendo copiar os EUA até nas crises. Valha-nos S. Durão!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Perestroika ao contrário

A Rússia dos anos 90 era uma Rússia que se abria ao mundo. Depois de décadas de uma ditadura comunista e de uma economia planificada e completamente fechada (razão pela qual não sofreu com o crash de 29, por exemplo), era tempo de aquela grande potência se abrir e se tornar mais "ocidental". O período da Guerra Fria estava terminado com a URSS desmontada e o Muro de Berlim derrubado.
Nos últimos anos, aqueles que eram os grandes apoios da Rússia, as nações-satélite, começaram a aliar-se ao inimigo, entrando para a NATO e para a União Europeia, o que foi deixando a Rússia com cada vez menos margem de manobra, motivo da perda de estatudo de superpotência deste vasto território. Apesar disso, a Rússia dos últimos anos, ou melhor, a Rússia de Putin, porta-se como se da URSS de Estaline se tratasse. Não são poucos os casos que o demonstram e basta olhar para a recente invasão da Geórgia (país muito próximo dos EUA) e para a instalação de armamento na Venezuela de Chavez. Não sei onde é que a Rússia quer ir, mas Condeleeza Rice parece ter razão ao dizer que esta está encaminhada «para o isolamento e à irrelevância».

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Verdades de La Palisse

«"Em 2009 sem dúvida que sim", disse o governador do banco central português ao ser interrogado sobre se esperava uma diminuição futura do índice de preços na sequência da diminuição do crescimento económico na Europa. A Comissão Europeia reviu quarta-feira, em baixa, as previsões de crescimento económico para este ano, estimando agora 1,4 por cento na União Europeia e 1,3 por cento na Zona Euro. (...)»
Isto foi o que o Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, disse em Nice no encontro informal entre ministros das finanças e governadores dos bancos centrais europeus. Veio acrescentar imenso àquilo que já todos sabemos.
O crescimento económico foi reduzidíssimo, quase inexistente, razão pela qual a pressão sobre os preços não vai aumentar. Por outro lado, as grandes fontes de inflação importada estão a perder importância, com os preços do petróleo e dos cereais a ficarem controlados. Por fim, na Zona Euro, aumentaram-se as taxas de juro de uma forma estúpida nos últimos tempos. Receita perfeita para haver uma inflação mínima no próximo ano. E uma arma propagandística tremenda para o PS.
O pior é se saem as contas furadas e se instala uma crise financeira a sério por causa das brincadeiras americanas, ontem foi mais um.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Foi há 7 anos

Morreram mais de três mil pessoas em Nova Iorque faz agora precisamente sete anos. O culpado ainda não foi condenado pelo crime que cometeu.