segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Sobre os monopólios
sábado, 10 de janeiro de 2009
A verdadeira questão
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Garantias para a Águas de Portugal
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Mal ao mundo
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Pela porta do cavalo
Para quem queria sangue
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O Controlo do Estado
"Talvez, por exemplo, impor que, no final do primeiro e segundo trimestre do próximo ano, o crédito a pequenas e médias empresas atinja, para cada banco, respectivamente, 20 por cento e 40 por cento acima do que figura nos balanços de Dezembro deste ano. Mantendo-se daí em diante. E que, não cumprindo, os bancos tivessem de depositar no BP o montante em falta para atingir aquele objectivo. Remunerado à taxa zero por cento. Podendo ser repassado a outros que o quisessem aplicar em PME."
sábado, 20 de dezembro de 2008
Socialismo, socialismo...
domingo, 14 de dezembro de 2008
Mais um exemplo
Negativo. O mercado editorial português de antigamente era a coisa mais bonita que havia. Editoras independentes umas das outras, concorrentes, pequeninas. Editoras com as quais os amantes das obras se podiam identificar. Uma Feira do Livro às portas do Verão cheia de banquinhas coloridas, todas diferentes e, ao mesmo tempo, todas iguais. Neste momento, até este mercado tão puro até há tão pouco tempo está a ser corrompido pela febre das fusões. O grupo LeYa compreende neste momento as editoras Academia do Livro, Asa, Caderno, Caminho, Casa das Letras, Dom Quixote, Estrela Polar, Gailivro, Livros d'Hoje, Lua de Papel, Ndjira (Moçambique), Nova Gaia, Nzila (Angola), Oceanos, Oficina do Livro, Quinta Essência, Sebenta, Teorema e Texto. Dezanove editoras, dezassete das quais portuguesas. Num mercado digno deste nome, o Paes do Amaral conseguiu levar um grupo editorial ao estatuto de grande empresa, condenando à partida as editoras que restam. E agora vai começar a bola de neve. Como o grupo LeYa não se vai, de certeza, desmantelar, às editoras que restam, restam poucas soluções: declarar falêcia, entrar no LeYa ou criar um outro grupo de grande dimensão. Editoras como a Gradiva, a Temas e Debates, a Presença, a Livros do Brasil ou a Europa-América, grandes referências no mercado editorial português estão agora ameaçadas por causa do devaneio ganancioso de um homem e pela complacência inaceitável de uma autoridade. E assim será.A velha história
A economista ao serviço da Igreja Católica, Manuela Silva, defendeu no Diga Lá Excelência que as grandes fortunas deveriam ser taxadas para apoio aos pobres. A velha questão.sábado, 13 de dezembro de 2008
Mais vale tarde que nunca
Ao longo de muitos anos fomos um país onde a inovação não foi relevante na sociedade. Nunca tivemos grandes cientistas, prémios nobel, investigadores de renome a nível mundial. Diz-se até desta nossa província espanhola que começámos a Revolução Industrial com mais de 50 anos de atraso. Sempre se deveu isto em grande parte ao facto de se terem considerado sempre as grandes obras, os grandes monumentos, as grandes extravagâncias para inglês ver mais importantes que o conhecimento - curioso, pouco mudou. Felizmente, agora, estamos a um volte-face em relação a esta triste realidade de séculos como nação: já temos universidades e investigadores reconhecidos a nível mundial, já temos uma balança tecnológica com saldo positivo, já temos a Investigação e o Desenvolvimento como pontos fortes no que respeita à afectação da riqueza criada, mais: o gasto em inovação é maioritariamente vindo de empresas privadas, o que demonstra que a percepção da importância da inovação não é algo fechado em S. Bento, mas sim uma constante nos conselhos de administração. E neste aspecto, e é verdade, a responsabilidade fica muito a dever-se ao governo de José Sócrates que sempre olhou para o investimento em I&D como ponto incontornável no crescimento sustentado e duradouro de uma economia.Porque eu não falo de engenharia
O engenheiro Belmiro de Azevedo disse umas coisinhas, umas chamadas "coisinhas boas", ontem numa conferência. Disse coisas com as quais concordo, disse outras que considero perfeitos disparates. sábado, 15 de novembro de 2008
Finalmente diz algo acertado
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
PREC Reloaded
«O governador do Banco de Portugal fez o historial das operações do BPN, algumas das quais ilegais, que conduziram à actual situação. Vítor Constâncio disse que “foram abertos seis processos de contra-ordenação contra o BPN, em Junho, na sequência da descoberta de operações clandestinas”. O governador do Banco de Portugal disse que as autoridades descobriram que parte das operações que não constavam da contabilidade do banco foram feitas através do Banco Insular, de CaboVerde, e de “um balcão virtual”. Constâncio referiu ainda que a intervenção da Procuradoria Geral daRepública (PGR), “na sequência de uma denúncia do banco central há alguns meses e da entrega de documentos há poucos dias”, poderá ter prejudicado ainda mais a já instável situação do banco, pelo que a intervenção estatal se tornou inevitável. (...)»
domingo, 2 de novembro de 2008
Ele não é socialista!
A esquerda portuguesa recebeu um presente de Deus há duas semanas atrás. Dia 13 de Outubro Paul Krugman, um economista americano, recebeu o prémio de ciências económicas atribuído não pela Real Academia das Ciências sueca, mas sim pelo Banco Central da Suécia. Na televisão disseram que este desconhecido dos portugueses defendia direitos para trabalhadores e a intervenção do estado na economia e logo se deu um surto de felicidade na nossa parvónia. Felicidade nos rostos e nas teclas dos teclados dos computadores, que nos blogues desse Portugal fora só leio verdadeiras Odes à mudança da ordem económica a nível mundial e à justa atribuição de um nobel a um socialista. Tolices. Paul Krugman em Portugal não caberia em nenhum dos partidos políticos, simplesmente porque a esquerda de Paul Krugman é a esquerda da América, o que é uma coisa complicada de compreender. Para ilucidar um pouco o caro leitor, Paul Krugman nas suas teorias defende um modelo de produção em escala, ou seja, a existência de gigantescos grupos empresariais e industriais por forma a reduzir os custos nas trocas internacionais. Que me lembre isto foi condenado na última conferência do PCP e na anterior e na anterior e na anterior. É verdade depois que Paul Krugman defende que as desigualdades sociais devem ser minimizadas, principalmente ao constatar-se que nos últimos dez anos nos EUA a diferença entre os mais ricos e os mais pobres tornou-se simplesmente absurda. No que respeita ao sindicalismo, Paul Krugman defende apenas um "back to the old times", defendendo uma situação como a que existia antes de Bush que, segundo o economista, aumentou fortemente as barreiras às associações sindicais, o que deixou as massas assalariadas sem poder de negociação.

