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O Afilhado mudou-se para aqui.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Estranhas Coincidências

Sou um adepto confesso de teorias da conspiração e muitas vezes sou eu próprio que as crio. Há uns dias foi pedido ao governo pelo PSD a demissão do ministro da administração interna, devido à onda de violência e criminalidade. Também há poucos dias foi divulgado que o MAI vai ter um corte no investimento no próximo ano. Um cenário nada favorável ao governo e, especialmente, ao MAI.
Hoje, dia 26 de agosto, foram noticiados exaustivamente seis assaltos só na Área Metropolitana de Lisboa: um Millennium, um Banif, um Santander, uns CTT e duas bombas de gasolina. Eu de notícias e informação percebo muito pouco, mas tantas vezes vi notícias sobre assaltos dadas em escassos segundos no meio de um telejornal no passado. Agora os assaltos são notícias de abertura e de última hora com equipas de reportagem a dirigir-se ao local e com bonitas apresentações dos locais com o Google Earth, não vá as pessoas pensarem que Setúbal é em Trás-os-Montes. Para ajudar à festa chamam-se criminologistas que dizem que as estatísticas são cor-de-rosa pois são feitas pelos políticos (maldito INE!) e que Portugal nunca foi um país seguro. Não sei se é só impressão minha, mas tudo isto me cheira muito mal.

domingo, 24 de agosto de 2008

Manipulação [MUITO] Barata (2)

O Ministro Mário Lino é daquelas pessoas que não deixam de nos surpreender. Depois de dizer com toda a pompa e circunstância que a Margem Sul era um deserto, sem escolas, sem hospitais e sem tecido empresarial, decidiu dar-nos mais um miminho, afirmando que o acidente de avião de Madrid é a prova que os aeroportos não se podem situar dentro das cidades, por isso temos de construir Alcochete o mais depressa possível. Sr. Dr. Marinho, tenha vergonha.

Manipulação Barata

Já escrevi aqui n' O Afilhado que sou a favor do divórcio por decisão unilateral, apesar de partilhar de algumas preocupações que tem o Presidente da República. Mas eu sou a favor deste divórcio simplesmente porque "quando um não quer, dois não dançam", ou seja, porque não faz sentido que se mantenha um casamento quando uma das pessoas não quer, mesmo que a outra queira. A Ana Matos Pires, por seu turno, tem uma visão um pouco diferente da validez da lei:
«31 mulheres mortas em 2008, mais oito vítimas de violência doméstica até Agosto deste ano do que ao longo de todo o ano passado - as casadas morreram com a certeza que tinham salvaguardado “o seu «poder negocial», designadamente a alegação da culpa do outro cônjuge ou a recusa no divórcio por mútuo consentimento”, que sorte…»
Para a Ana Matos Pires o divórcio por decisão unilateral é justificado pelo facto de haver violência doméstica e mulheres mortas pelos maridos. À partida o argumento parece válido, mas desmonta-se apenas com esta pergunta: "se houver divórcio unilateral, vai haver menos mulheres a sofrer de violência doméstica?". Penso que é óbvio para qualquer pessoa que não. Neste momento existe a possibilidade de divórcio e, apesar disso, estas mulheres não se divorciam. Porquê? Porque caso o façam, sofrem represálias. Esta realidade não vai mudar caso elas possam divociar-se mais facilmente.
É por isto que considero o que a Ana Matos Pires escreveu um exemplo da mais pura manipulação, tão característica de algumas facções em alguns debates. Faz lembrar a história do aborto, em que o aborto legalizado era justificado pelo facto de haver muito aborto clandestino e não pelo facto de ser certo ou errado. É por isto, Ana Matos Pires, que considero o que escreveu um nojo, tal como escrevi no comentário que lhe deixei, espero que perceba agora a minha reacção.

Um Segredo

Vou contar-vos um segredo: não digam a ninguém, mas aqueles 15 milhões falhados para os Jogos Olímpicos não vieram dos contribuintes, vieram das receitas do Totobola da Santa Casa. Shiiiiu!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Portugal nas bocas do Mundo

Sucesso na Empresa na Hora, por Álvaro Santos Pereira no Desmitos:
«O Banco Mundial, através do seu projecto Doing Business que compara a facilidade de efectuar negócios em 178 países, é altamente elogioso para o programa "Empresa na Hora" introduzido em 2005. Segundo o BM, “Em 2005 eram precisos 11 procedimentos e 78 dias para começar um negócio em Portugal _ mais lento do que na República Democrática do Congo. Um empreendedor necessitava de preencher 20 formulários e documentos, mais do que noutro qualquer país da União Europeia, e o custo rondava os dois mil euros... Actualmente, Portugal é um dos países onde é mais fácil começar um novo negócio, sendo necessários somente 7 procedimentos, 7 dias e 600 euros.” O programa também já está a ser estudado por outros países: "Angola and Cape Verde have requested legal and technical assistance based on the Portuguese model. Cape Verde will soon be ready to follow through with the reform. Other countries such Slovenia, Hungary, Egypt, Mozambique, Angola, São Tomé and Principe, Chile, Finland, Bosnia-Herzegovina, Romania, China, Brazil, Turkey, Sweden, and Andorra have visited the On the Spot Firm service."»

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sobre os Centenários

Em Portugal andamos com a mania dos centenários, tudo começou há um tempo atrás com os centenários do Benfica e do Sporting e, desde aí, não tem parado! Acho muito bem, mostra que andamos atentos aos factos da nossa própria História e que lhes damos importância. Apesar disso há uma coisa que sempre me transcendeu: celebramos sempre centenários das mortes e nunca dos nascimentos. Durante o próximo ano vai decorrer o nono centenário do nascimento de D. Afonso Henriques, situação que, ao que julgo, seria uma óptima oportunidade de recordar a vida do nosso primeiro monarca que batia na mãezinha. Todos nós sabemos quem ele foi, mas sabemos muito pouco sobre ele: apenas que foi quem fundou o país, que lutou contra a mãe, contra o primo espanhol e contra os mouros. Mais nada! Proponho a essas Associações que assinalam estas datas uma alteração nos usos e que celebrem o nono centenário do nascimento, pois, provavelmente, não estarei cá para celebrar o milénio.

Nélson Dourado

Foi impróprio para cardíacos, cada vez que um atleta vinha subia a parada. O coração na garganta quando o Philips subiu a fasquia para os 17,62 metros e o Leevan, que a seguir a dois saltos que nem a 17 metros chegaram, saltou 17,59 metros - pensei que ficássemos com o bronze, mas não. Nélson Évora saltou uns magníficos 17,67 metros que me vão permitir, finalmente, ouvir A Portuguesa em Pequim.

Comprar medalhas

Ao longo de todo este verão tenho lido e ouvido de tudo sobre os atletas olímpicos. Um presidente do COP que promete medalhas e se demite antes do tempo. Um lançador de peso que só está bem na caminha. Uma outra que lutou contra o árbitro. E ainda há quem vá para os Olímpicos sem se dar bem com aquele tipo de competição, paradoxal não?
Mas tudo isto são fait-divers, a discussão verdadeiramente importante sobre os Olímpicos reside no dinheiro. Ele há os que dizem que foram mandados 15 milhões para o lixo porque só ganhámos duas medalhas (o Nélson Évora acabou de se sagrar campeão olímpico do triplo-salto), há outros que dizem que devíamos ter dado ainda mais dinheiro, outros ainda dizem que o estado não devia dar um tostão aos atletas. Pois se é sobre dinheiro que querem falar, sobre dinheiro eu também falo.
Existem 207 países em competição e, obviamente, nem todos têm o mesmo procedimento quando se fala em investir no desporto. Existem dois exemplos que são os mais extremados: os EUA com o seu liberalismo económico que impede o governo de dar um níquel que seja aos atletas, sendo todo o financiamento proveniente dos privados; e a China com o seu socialismo que faz com que o estado trate de tudo, ninguém mais precisa de se preocupar. No meio destes dois pólos existem os híbridos, aqueles países onde os subsídios do estado e dos privados se complementam. Portugal, infelizmente, não se encaixa em nenhum. A nossa tradição socialista e centralista não permite que de um momento para o outro o estado corte os subsídios e passem a ser as famílias e as empresas a patrocinar os atletas. A nossa tradição de esperar que o estado trate de tudo não nos permite lembrar que até podíamos ajudar um atleta, sabe-se lá, com um sistema de apadrinhamento. A nossa tradição contestatária não permite um aumento dos impostos para que se financie o desporto e a cultura. Ou seja, somos um país teoricamente híbrido, em que os subsídios do estado e os patrocínios dos privados se complementariam à partida, mas que na prática não o é pois cabe ao estado a responsabilidade de com parcos recursos financiar tudo. Enquanto em Portugal a JCA dá máquinas de lavar à Telma Monteiro (Sábado da semana passada), li ali no Zero de Conduta que há um banco na Holanda, o "Rabobank, que investe tanto no ciclismo como a totalidade das empresas nacionais em todo o desporto extra futebol".
Com investimentos e apoios destes, as nossas delegações aos Olímpicos só podem resultar numa coisa: sonhos frustrados de pódios, medalhas e hinos entoados.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sobre o Estado Laico

Diz-se de boca cheia que a República Portuguesa é um estado laico. Disparate! A verdade é que a igreja ainda tem uma influência em algumas regiões tão grande como no tempo do Cerejeira, principalmente nas regiões mais periféricas e nas pequenas aldeias em que o Senhor Padre manda mais que o Presidente da Junta. Apesar de estar instituído que na política portuguesa a igreja não deve intervir, ela fá-lo, sempre! E o pior é que vem sempre estragar o debate com os maiores disparates que se podem imaginar, desta vez, insurgem-se contra o divórcio por decisão unilateral, porque as pessoas devem ter a capacidade de "perdoar e de manter os compromissos, mesmo quando as condições mudam e exigem sacrifício (...)". Este tipo de declarações e o facto de a igreja se estar a colar a Cavaco só vêm descridibilizar o Presidente, que no seu comunicado não disse nada disto. Para ajudar às festividades, a percentagem de casamentos católicos em Portugal é cada vez menor, ou seja, o casamento é cada vez mais um contrato civil e não um contrato religioso, razão pela qual a nossa querida igreja devia abster-se de comentários infelizes. Aos senhores da igreja: tenham vergonha!

Saramago de volta!

José Saramago, aquele velhinho que defende a incorporação de Portugal em Espanha, aquele velhinho que foi proibido por Pedro Santana Lopes (Secretário de Estado da Cultura numa das legislaturas de Cavaco Silva) de concorrer a um prémio com o seu controverso Envangelho Segundo Jesus Cristo, aquele velhinho que escreveu o Memorial do Convento que é ensinado nas escolas passados mais de vinte anos depois da sua edição, aquele velhinho que nos fez tremer quando o imaginámos desaparecido por causa de uma doença grave, acabou mais um livro: A Viagem do Elefante, sobre um elefante de seu nome Salomão. Ou muito me engano ou vou ter uma primeira edição na estante que será assinada naquele belo evento, que será o 79º.

Discordâncias com o Presidente da República


O Presidente da República devolveu à Assembleia da República o diploma que altera o Regime Jurídico do Divórcio. Acho mal. Um casamento é antes de tudo um contrato, um contrato que é estabelecido entre duas pessoas. Sendo um contrato, para sobreviver precisa do consentimento dos envolvidos, mas para terminar basta que um o queira. É para a minha cabeça inconcebível que se possa obrigar alguém a manter um casamento por tempo indeterminado, indeterminado pelos processos judiciais do divórcio litigioso. É verdade que este tipo de divórcio pode trazer alguns problemas, alguns daqueles que o Presidente enunciou como a possibilidade de chantagem:

«O Presidente da República sublinha que é no mínimo singular que um cônjuge que viole sistematicamente os deveres conjugais previstos na lei – por exemplo, uma situação de violência doméstica - possa de forma unilateral e sem mais obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens aos mais diversos níveis, incluindo patrimonial. Nos termos do diploma é possível ao marido, após anos de faltas reiteradas aos deveres de respeito, de fidelidade ou de assistência, exigir ainda da sua ex-mulher o pagamento de montantes financeiros.

À parte mais frágil ou alvo de violação dos deveres conjugais são retiradas algumas possibilidades que actualmente detém para salvaguardar o seu “poder negocial”, designadamente a alegação da culpa do outro cônjuge ou a recusa do divórcio por mútuo consentimento. Consequentemente, um cônjuge economicamente mais débil poderá sujeitar-se a uma violação reiterada de deveres conjugais sob a ameaça de, se assim não proceder, o outro cônjuge requerer o divórcio unilateralmente.
(...)»

Apesar destas arestas que precisam, obviamente, de ser limadas, concordo com a lei no geral. Permite uma maior facilidade em terminar aquilo que deixou de significar o que quer que fosse, para além de um simples papel assinado.

domingo, 17 de agosto de 2008

A Cidade e as Serras

Ontem assinalou-se o 108º aniversário da morte de Eça de Queirós, por isso, nada melhor que um post sobre as Cidades e as Serras (obra que estava a escrever à data da morte) de hoje.
Desde pequeno que passo os verões na Beira Interior e desde pequeno que me sinto um Jacinto em Tormes, completamente aparte nesta realidade tão diferente daquela em que vivo. Estas diferenças são ainda mais notórias em regiões em que não há nenhuma cidade média a exercer influência, em regiões em que as aldeias são pequenos átomos, todas semelhantes: um mercado imobiliário de concorrência perfeita!
Neste momento dou por mim a observar como é verdade que temos dois países num só: um onde os jovens se divertem numa discoteca e em que têm medo de voltar sozinhos para casa à noite, onde os pais não deixam o filho nem atravessar a rua sem lhe telefonar sete vezes, em que as crianças só correm em parques todos bonitinhos e artificiais, mas também onde se pode ir ao cinema e ao teatro, onde há bibliotecas e universidades, onde há empresas dignas de tal designação e dinheiro para quem o procurar; o outro é o exacto oposto: os jovens passam o dia nas ruas com os amigos a fazer sabe Deus o quê, só ele, mais ninguém, as crianças correm em descampados e vão à casa dos vizinhos brincar, as procissões são verdadeiros eventos sociais onde cada um veste o que de melhor tem para mostrar ao Senhor, e aos outros já agora, toda a gente se conhece e se preocupa, mas também, há que dizer, as pessoas ainda vivem muito da agricultura, que vai sendo de alto risco, não há empregos bem remunerados em quantidade, é raro o homem que há noite não está embriagado, é raro o miúdo de quinze anos que não fuma às escondidas, é raro o jovem que para estudar não tem de alugar uma casa longe.
Muitos dizem que é mau tudo isto, termos uma Lisboa e um Celorico da Beira, termos as Cidades e as Serras, termos os atrasos de desenvolvimento e as aldeias despovoadas, eu não. Gosto de estar na Caparica e ir a praia e a uma discoteca e de ir a Alverca da Beira ver como a juventude se diverte com uma banda pimba e onde todos se riem numa garraiada. Que continue.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Escolhas Difíceis

Ao longo de mais de dez anos, o Pontal foi o palco da reentrada do PSD na política activa. Mas, mais importante do que isso é dizer que esses dez anos de tanta importância acabaram há... dez anos. Em 1998 não houve Pontal, situação que se manteve até 2005. Em 2006 Luís Marques Mendes não esteve presente e em 2007 o partido estava em directas. O Pontal morreu com o consulado de Cavaco.
Apesar de tudo, continua a ter algum mediatismo, principalmente agora por causa da ausência de Manula Ferreira Leite. Para ajudar às festividades, Ângelo Correia, o eterno contestatário, vem fazer ataques directos a MFL que lhe responde como melhor faz: com silêncio. Não sei se será certo MFL não ir ao Pontal, podia fazer a reentrada na Universidade à mesma indo ao Pontal. E porque não fazer duas reentradas? A ideia de um retorno marcado numa universidade leva a que se pense no PSD como um partido de elites, que o não é. Para além disso, MFL tem imagem de baronesa, é da ala não populista do PSD que está neste momento ocupada pelos eternos derrotados: Santana e Ângelo Correia.
Acredito que tenha sido uma escolha difícil: ter um Avante Social-Democrata e ser (ainda mais) ligada à imagem de Cavaco ou não o ter e ser atacada por elitismo. Esperemos que tenha feito a escolha acertada, eu por mim, mantenho sérias dúvidas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sobre a Guerra Fria


Mudei o título da "série blogosférica" que tenho escrito sobre o conflito no Cáucaso. Esta mudança deve-se a uma coisa muito simples: já ninguém quer saber da Ossétia e da Geórgia, o que interessa agora é a Rússia e os EUA.
Nos últimos anos estas duas potências têm tido uma relação quase saudável, apesar das notórias diferenças, eram capazes de coexistir sem grandes alvoroços. O conflito do Cáucaso veio alterar tudo. Uma guerra entre dois peões caucasianos veio comprometer a estabilidade internacional opondo o rei e a rainha.
Uma intervenção armada contra a Rússia, dúvido que os EUA façam: as duas guerras em que estão já os deixa bastante fragilizados. Mas, isto não invalida que se volte a sentir um clima de Guerra Fria (expressão imortalizada por Carl Sagan) nesta nossa bola azul a que chamamos paradoxalmente Terra. O problema é que as consequências de um aquecimento de uma Guerra Fria são infinitamente maiores que as da anterior. A humanidade tem actualmente ao seu dispor armamento suficiente para destruir o planeta algumas vezes se quiser, poder esse que deixou de estar concentrado em dois países, agora está espalhado*. Esperemos que tudo isto acabe depressa.

*obrigado pela dica Al Kantara

Olímpicos 2008

Como estamos numa altura muito parada de notícias e por nutrir um carinho especial pelos Jogos Olímpicos, vou, de vez em quando, escrever uns posts sobre alguns dos nossos atletas olímpicos e, quem sabe, sobre alguns estrangeiros. Hoje: Naide Gomes. Já estavam à espera? Acredito. Pelos motivos certos? Dúvido.

Há muito tempo que me habituei a ver uma rapariga magrinha, de cor, com feições exóticas e rosto simpático na Pista de Atletismo de Almada: uma pista de atletismo municipal onde qualquer munícipe vai "dar umas voltinhas quando quer". É em Naide Gomes que vejo a pouca importância que damos aos nossos atletas: ela, dourada, ali a correr e a treinar para os Jogos Olímpicos ao pé dos outros todos.

Apesar de tão pouco apreço e apoio demonstrado por nós, ela continua a elevar a nossa bandeira nos pódios mundo fora. Desde 2001, quando mudou a nacionalidade para portuguesa (ela é originária de São Tomé e Príncipe). Desde aí já nos trouxe quatro ouros (Campeonato Mundial de Pista Coberta de 2004, Campeonato Europeu de Pista Coberta de 2005, Campeonato Europeu de Pista Coberta de 2007 e Campeonato Mundial de Pista Coberta de 2008), três pratas (Campeonato Europeu de Pista Coberta de 2002, Universiade de 2005 e Campeonato Europeu de 2006), um bronze (Campeonato Mundial de Pista Coberta de 2006) e alguns lugares abaixo noutras competições.
Agora está em Pequim. Boa sorte Naide!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre a Ossétia do Sul (7)

Valha-nos São Sarko que do alto da presidência europeia resolve os conflitos e as disputas mundo fora. O problema é quando tudo fica pela metade ou menos e de resolução se vê pouco. Sim, é verdade que houve um entendimento entre Sarkozy e Medvedev para que haja um cessar-fogo e para que as tropas retirem para o local onde estavam antes do início do conflito, mas se não há paz e se as tropas russas continuam na Ossétia, de que é que serve tudo isto?
Ainda para mais, o Medvedev, que é um senhor há que dizer, ainda insulta o homólogo georgiano numa atitude muito pouco pacífica e muito pouco pacifista, numa atitude de quem não tem o armistício como prioridade imediata.
No meio deste "conflito", a Geórgia vai esperando, sentada porque de pé faz doer, pela ajuda de quem ajudar não quer: o Ocidente, essa massa de terra e mar que ninguém sabe onde começa e onde acaba, mas de que todos falam como se soubessem. O Ocidente que não tem nada a ver com o assunto, mantém-se onde deve estar: na audiência. A Geórgia foi precipitada, lançou-se de cabeça para uma guerra perdida quando não tinha nenhuma aliança no verdadeiro sentido da palavra, apenas algumas amizades que lhe permitiam ser chamada "o país mais ocidentalizado do Cáucaso". Malogrado Saakashvili que tem de ver agora o seu povo a ser atacado e a sua nação posta em causa por uma tontice de verão, tão característica dos países ocidentais. Já vão sendo tantas...
Rezemos a São Sarko e a todos os outros para que tudo isto acabe e depressa, amén.

Adenda: A Geórgia também já aceitou a proposta de Sarkozy. Fim à vista?

Adenda, a segunda: Parece que o fim não está à vista, com o avanço das tropas russas em direcção a Tiblissi. Já nem Sarkozy nos vale!

Duas já cá cantam

Os EUA ganharam os 4x100 livres. Foram uns minutos cheios de reviravoltas e emoção. Para o Phelps, duas já estão, faltam seis.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ocultismos

Não sou muito dado às coisas do oculto e a toda essa panóplia de pseudo-ciência associada. Mas existe uma figura que sempre me fascinou: Nostradamus.
Nas suas profecias este francês documentou quase em pormenor a primeira e a segunda guerra mundiais antes que sequer se imaginasse um mundo globalizado. Os documentários do Canal História deixavam-me embasbacado. Mas aquilo que tem tomado alguns momentos da minha atenção é uma outra profecia: a da terceira guerra mundial.
Do que me lembro dos documentários, virá um dia um indivíduo originário do Médio Oriente que conquistará o mundo com a sua oratória e liderará a maior potência do seu tempo. Esta espécie de messias aparecerá numa conjuntura de guerra. Este messias é o terceiro anti-cristo (o primeiro julga-se ter sido Napoleão e o segundo Hitler).
Eu sei que é disparate e parvoíce, mas vejo tantas coincidências que às vezes dou por mim a pensar nisto.

Goodbye Chef!


Morreu Isaac Hayes. O Chef fica cá para nos fazer lembrar.

Sobre a Ossétia do Sul (6)

Li agora no Público que na noite de ontem para hoje Tiblissi foi bombardeada pelos russos que neste momento também já estão a invadir a Abcásia. A cidade de Gori (cidade-natal do saudoso Estaline) foi também bombardeada pelos russos. Os georgianos atacaram a capital da Ossétia do Sul elevando o número de mortes dos russos para 18 e de feridos para 52.
Neste momento começo a achar que a guerra não vai ficar por ali, receio bem que com os ataques diplomáticos entre a Rússia e os EUA, a guerra se alastre a outros continentes. Entretanto o gigante continua a esmagar o anão.

Sobre a Ossétia do Sul (5)

Neste momento a Geórgia está por tudo. Com a possibilidade de deixar de existir como estado, isto é, de ser anexada pela Rússia, pede aos EUA uma intervenção diplomática e aos russos um cessar-fogo imediato. A Rússia apenas negoceia quando a Ossétia for sua, ou seja, quando os georgianos saírem de todo o território.
Entretanto, no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador americano disse ao russo que o que a Rússia estava a fazer era inaceitável ao que o russo respondeu, por outras palavras, que os EUA não têm moral por causa do Iraque. Toda a razão.
E é assim que isto vai, pessoas a morrer, diplomatas a dar chapadas de luva branca, um país que quer voltar a ter o que tinha e o mundo que quer que tudo fique como está. Onde é que isto vai parar?

domingo, 10 de agosto de 2008

Sobre a Ossétia do Sul (4)

O conflito está a alastrar-se. Agora a Ucrânia está a envolver-se, ameaçando bloquear o acesso dos russos ao seu porto de Sebastopol (na região da Crimeia). A Ucrânia está a habilitar-se a sofrer uma ofensiva russa exactamente por causa da Crimeia, que à semelhança da Ossétia do Sul, é alvo de pretensões territoriais por parte da potência dominante da região.

Sobre a Ossétia do Sul (3)

Neste momento as tropas georgianas retiraram de quase todo o território. Aí está a prova que era uma guerra que a Geórgia não podia ganhar.

Sobre a Ossétia do Sul (2)

O Gabriel Silva diz-nos no Blasfémias o seguinte:
«Entre o princípio da autodeterminação das comunidades e o princípio da preservação da integridade do território de um estado, a qual dar preferência quando entram em conflito? Áquele que assegura mais liberdade: o da autodeterminação.»
A questão não é assim tão simples. Quando analisamos aquilo que dá mais liberdade (não vou entrar pela definição de liberdade senão a coisa fica complicada) temos de analisar as várias perspectivas. A nossa liberdade acaba quando começa a alheia e isto é uma máxima a respeitar sempre que a liberdade é discutida. Ao proclamar-se nação a Ossétia do Sul, os seus habitantes terão liberdade no sentido de terem o que querem: não pertencerem à Geórgia. No entanto, esta liberdade vai contra a liberdade dos georgianos de manterem aquele território como seu, afinal, foi-lhes dado e têm o direito a preservá-lo. No meio de tudo isto, e se queremos o máximo de liberdade, o melhor seria que os habitantes da Ossétia que querem fazer parte da Federação Russa dirigem-se para lá e os que querem permanecer georgianos mantêm-se onde estão.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sobre a Ossétia do Sul


Há quase vinte anos que a Ossétia do Sul é um problema. Ficando a pertencer à Geórgia depois do desmembramento da URSS, manteve sempre uma posição pró-Rússia. No seguimento da guerra de 91-92 proclamou uma independência unilateral (à semelhança da do Kosovo) que nunca foi aceite pela Geórgia.
Mas estas pretensões separatistas não eram o único problema, havia outro e bastante grande: a Rússia. Depois do desmembramento, a Rússia sempre ambicionou recuperar aquele território e fez bastante por isso, basta dizer que a moeda em circulação na Ossétia do Sul é o rublo e uma boa parte da população tem nacionalidade russa.
Ao longo de todos estes anos aquele território permaneceu assim: um país para quem lá morava, uma província para a Geórgia. Até agora.
A Geórgia invadiu a Ossétia do Sul, entrando numa guerra que nunca poderá ganhar dada a participação russa em defesa da Ossétia. Um rato contra uma montanha.
Para ser sincero, o que mais me assusta não é a própria Ossétia e para quem vai: Geórgia ou Rússia. O que me assusta é que a História se repita: como todos sabem, a Primeira Guerra Mundial começou por um simples incidente na Sérvia.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Disparates do costume

Ontem à noite houve a tal operação policial em Campolide. Malditos os assaltantes que para além de assaltarem ainda são brasileiros. Por aí, blogosfera e televisão, só se ouve falar do facto de serem brasileiros, dos brasileiros serem violentos (como diz Moita Flores), do facto de um ter morrido (pena de morte informal segundo o João Miranda) e mais não sei o quê. Das duas uma, ou estamos mesmo com falta de notícias ou estamos todos doidos.
Àqueles que fazes questão de mencionar a nacionalidade dos criminosos: isso não interessa. Como diz o Daniel Oliveira, e olhem que é raro concordar com ele, este tipo de conversa só leva à criação de ódios infundados. O que acontece com isto tudo é o pensamento transferir-se do simples "isto já nem se pode andar na rua" para o "malandros desses brasileiros que vêm para cá fazer merda".
Ao João Miranda: orgulho-me imenso de viver no país pioneiro a abolir a pena de morte, orgulho-me igualmente que neste país se tenham mantido algumas áreas cinzentas como a legítima defesa. Preferia o quê? Que morressem inocentes em vez de criminosos?

Adenda: Palminhas, Rui. Concordo com o Shô Menistro.

Novidades


Sou um fã incondicional da revista Crítica. Nunca pude aproveitar ao máximo o conteúdo por algumas coisas se pagarem, sendo eu forreta, leio as gratuitas que têm sempre muita qualidade. A revista de Desidério Murcho e companhia criou agora um blogue. Já faltava por cá um bom blogue de Filosofia, procurei durante algum tempo e não consegui encontrar nenhum. Não deixem de visitar.

The Most Successful Society the World has Ever Known (3)

Isto é que é uma série! Através do Insurgente fui dar a um post do Luís Oliveira: "A Terceira Via". Está verdadeiramente excelente, na linha daquilo que já aqui deixei. Dá-nos uma impressionante panorâmica sobre os acontecimentos dos últimos anos (alguns deles eu não conhecia) e uma óptima (desculpem, é do hábito) análise. Não deixem de visitar.

Impressionante

Há coisas do diabo. Estava no portal Sapo, que por acaso é a minha página inicial, quando vi um quadradinho que nos remetia para os acontecimentos do dia 08.08.08 (hoje). Aí vejo que um luso-brasileiro chamado Bartolomeu de Gusmão inventou no dia 08.08 mas de 1709 o primeiro balão de ar quente. Este Bartolomeu de Gusmão é o padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão do Memorial do Convento cuja vida documentada pelos historiadores é quase igual à descrita por Saramago. Mais um sinal do brilho deste génio. Vejam a página aqui.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

The Most Successful Society the World has Ever Known (2)

Enquanto uns andam a escrever infinitos elogios ao "modelo escandinavo", eu vou encontrando algumas pérolas que mostram que, afinal, os países daquela península não são assim tão bons. Primeiro foi o artigo de Johan Wennström, agora um compatriota chamado Johan Norberg também põe em causa algumas das "perfeições" escandinavas numa entrevista para a reason.tv.

Conversas lá fora

Passem pelo Sete Vidas e leiam a saudável discussão que lá está a decorrer sobre as declarações de Mário Soares. Alguns comentários são meus. Aqui.

Parole sobre os Direitos Humanos


A discussão sobre os Direitos Humanos entre os líderes mundiais parece estar em voga (soa melhor que moda, não?). A troca de galhardetes é impressionante e vem de onde menos se espera. Primeiro foi a China, cheia de moral, que delicadamente fez saber a Mugabe que não seria benvindo. Realmente faz todo o sentido: a China não quer competição para a medalha de ouro do maior genocídio. Agora veio o senhor Bush dizer que quer que na China se respeitem os Direitos Humanos. Oh ironia! Isto veio do Presidente das guerras do Iraque e do Afeganistão e também do Presidente de Guantánamo que é, sem sombra para dúvidas, um paraíso na Terra para todos os que lá moram.
Quem me ler pensará que concordo com os atentados aos Direitos Humanos na China e que acho que Mugabe deveria estar presente nos Olímpicos. Não, não se trata disso. A questão é que é ridiculo ouvir falar de Direitos Humanos pela boca do Presidente Bush e pela administração chinesa (cujo líder desconheço). As declarações caem de tal modo em saco roto que mais valia o silêncio a tamanha falta de vergonha.

P.S.: imagem roubada d' O Arrastão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Nas bocas do mundo

O Afilhado foi eleito pelo Pedro Correia como Blogue da Semana. O meu muito obrigado!

E o patrão, onde anda?

O motorista do Bin Laden foi condenado a prisão perpétua. Resta saber onde anda o indivíduo que lhe pagava o ordenado. Esse malandro, às escondidas é que não jogo com ele!

Viva o Blok

O João Caetano Dias escreve no Blasfémias sobre o encontro dos jovens do Bloco de Esquerda. Está simplesmente brilhante. Deixo-vos aqui o texto mas têm de passar por lá para lerem o hino, sim porque aquilo é um verdadeiro hino, ao "bloquismo" (negritos meus).

«Começa hoje e prolonga-se até Domingo a festa de Verão dos jovens do Bloco de Esquerda, este ano chamada Acampamento Jovens Bloco de Esquerda. O programa é muito abrangente. Inclui debates sobre Imigração e Racismo, Bio-combustíveis e Crise Alimentar, LGBT, Feminismo e Combate Social, Drogas Leves e Precariedade entre outros temas todos absolutamente indispensáveis. Há workshops sobre realidades absolutamente relevantes para o mundo moderno, dos quais destaco “Faixas”, “Stencil/Subvertize” e o mais interessante de todos, “Brinquedos Sexuais” (multi-género, espera-se).O Blasfémias quer colaborar com esta louvável iniciativa da Sociedade Civil. Estando imposibilitados de acampar por falta de militãncia activa, resta-nos oferecer à organização e aos jovens do Bloco, um Hino.(...)»


O Feitiço contra o Feiticeiro

Parece que o clip do McCain a comparar Obama a Paris Hilton não caiu bem... à Paris Hilton. Vejam o clip em que a própria goza com o idoso.


Organização, onde estás?

«Os centros de emprego estão a anular a inscrição de desempregados e a cortar os seus subsídios porque não respondem à convocatória dos serviços, refere um relatório de uma equipa da Provedoria da Justiça.

A maioria dos beneficiários afectados diz que não recebeu a notificação dos centros de emprego. O Ministério do Trabalho não comentou este facto até ao fecho da edição.
(...)»

Em Portugal as prestações sociais são todas atribuídas de uma forma tão organizada que nem percebo como é que os estrangeiros não vêm cá tirar uns cursos de verão sobre a coisa. Até há uns tempos a discussão andava a volta do RSI, agora o fundo de desemprego. A verdade é que é tudo uma parvoíce. Existem imensas pessoas que recebem do fundo de desemprego sem sequer estarem desempregadas, pois têm empregos em actividades não declaradas que lhes permitem um belo rendimento mensal vindo directamente dos impostos de todos. Enquanto que estes recebem muitas vezes quase dois mil euros por mês, outros, por pura falha de organização, nem as cartas recebem para se irem apresentar ao centro de emprego. E é nisto que vai andando o Estado Social e também o Providência, os dois, ambos ferozes oponentes ao Estado Liberal e ao Estado Polícia por estes não serem justos. Incoerências.

domingo, 3 de agosto de 2008

The Most Successful Society the World has Ever Known

Segui a sugestão do André Azevedo Alves e fui ao IEA. Naquele belo site encontrei uma coisa fantástica:
«Instead of putting immigrants to work and assimilating them to Sweden’s democratic values, they are placed in economically destitute suburbs. It is in these suburbs that immigrants begin hating freedom and start dreaming up ways to set cities ablaze.

In the neighbourhood praised by Le Figaro, Rinkeby, the unemployment rate is 60 percent. A similar Stockholm suburb is Tensta, where unemployment is in the high 50s. Tensta is currently the home of one of the Social Democratic Party’s most renowned immigrant personalities, yet she is set to move due to fear of the violence and Islamic extremism that has taken root in the community. And in a suburb of Malmo, a recent FOX News feature showed young immigrants throwing stones at an ambulance. Yet, for some reason, French journalists manage to claim that ‘the Swedish model of social integration does not appear to create much frustration’.»

Isto é um excerto de um artigo escrito por Johan Wennström (versão em .pdf), que suponho ser sueco, que revela alguns factos desconhecidos da generalidade das pessoas e que coloca o modelo sueco não muito longe da realidade que conhecemos por cá, em algumas áreas. Para dar alguns exemplos, o tempo entre a primeira consulta e uma operação chega a ser de mais de um ano, a taxa de desemprego real pode rondar os 20%, se a Suécia fosse um estado dos EUA seria o mais pobre de todos, as minorias são tratadas de forma priviligiada, ainda mais que cá. Leiam que vale a pena.

Cadeiras de Lona

Foi há 40 anos que se deu o incidente que levou à saída de Salazar da Presidência do Conselho.
Vivam as cadeiras de lona do Estoril que ditam o fim das ditaduras!

Outras Prioridades

Ao que parece, a SIDA (que faço questão de escrever em maiúsculas por ser uma sigla) deixou de estar na ordem do dia. Há outras coisas importantes agora: a crise iraniana, a crise petrlífera, a crise alimentar e a crise ambiental. Mas há uma coisa a recordar: há pessoas a morrer, mesmo! Uma coisa que me deixa algo impressionado é constatar que já passaram tantos, mas tantos anos desde a detecção da doença. Já morreram tantos milhões de pessoas e ainda não há avanços significativos. Continuamos a fazer investigações tremendas para saber superficialidades como a existência de água congelada em Marte enquanto, ao mesmo tempo, em África a toda a hora há mais mortos e mais infectados. Não sou cientista e percebo muito pouco da vertente técnica da questão, mas por favor, há por aí tanto génio e dá-se-lhes tanto dinheiro e ainda não há nada? Para quando um fim para esta peste dos nossos tempos?

Ideias Peregrinas

O líder centrista, Paulo Portas, apareceu ontem em Faro com uma ideia, no mínimo, contraditória. Depois de ter falado da lei que o PS vai apresentar (da qual não tenho conhecimento) que vai alterar a situação dos ex-combatentes, veio falar de voluntariado. Coisa estranha esta do voluntariado. No meu tempo, o trabalho voluntário era aquele que não era remunerado. O Paulo não concorda, ele acha que o trabalho voluntário deve ser pago. Como? Benefícios fiscais. Os bons velhos benefícios fiscais que aparecem sempre num discurso pleno de demagogia como já é hábito do CDS (e não só). Analisada de uma forma superficial a ideia até é interessante: nós temos pouco voluntariado e pouca consciência social, dado que funcionamos por incentivos é bom que incentivemos as pessoas a serem voluntárias. Mas o dinheiro não pode ser incentivo para tal, pois aí o voluntariado deixa de o ser. Um professor de matemática que dê explicações a alunos carenciados apenas porque vai receber benefícios fiscais não é um voluntário, é um tipo esperto que junta o útil ao agradável. Existem imensas formas de promover o voluntariado de modo a que este seja feito como deve ser feito: sem nada em troca. Basta falar com a Casa da Criação para meterem os Morangos com Açúcar a fazer voluntariado e vamos ver se de um momento para o outro os miúdos não vão todos para os bombeiros.

Adenda: A questão dos ex-combatentes já está a dar discussão. A Secretaria de Estado já se pronunciou e tudo. Este pessoal é mesmo despachado!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

...

Não consegui encontrar um título para este post. Nunca escrevi uma "asneira" neste blogue, mas foda-se! Que merda é esta? Vejam este vídeo de umas miúdas espanholas: enquanto que uma está a dar porrada a outra, as amigas da primeira riem-se. Como escreveu o Rui Vasco Neto no Sete Vidas (de onde tirei o vídeo), contenham o vómito.

Cambada, pá!

Existe na nossa sociedade um vício: a crítica constante. O pior é que essa crítica é não raras vezes completamente infundada. Ontem o Presidente da República veio à televisão falar sobre um assunto que é importante. Pode não ser importante para 10 000 000 de pessoas mas é importante para as pessoas que habitam nas regiões autónomas que são tão portugueses como os do continente. Que eu saiba a importância das questões políticas não é proporcional às pessoas que são afectadas. Li dezenas de textos com a mesmíssima mensagem: o Presidente falou daquilo que não interessa, devia falar dos problemas do dia-a-dia. Não é a função do Presidente resolver os problemas do dia-a-dia. A função do Presidente é outra e o que ele fez ontem está dentro das suas funções. Por favor ó sedentos de notícia, contenham-se.