quinta-feira, 31 de julho de 2008
Diga lá excelência
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Erro por erro
Isto é claro como a água:
A banca paga poucos impostos .
Muito do RSI é mal aplicado .
Podem agora vir com estupidezes de direita e de esquerda (pergunto-me se algum dos que aqui se referiu a direita e a esquerda percebe realmente a diferença, quando diz que o PS da actualidade é esquerda e o PSD direita) que isto é para-partidário, porque já passaram governos de “esquerda” e de “direita” e nada mudou. É tão simples quanto isto: tem de haver mais fiscalização na banca para que esta contribua mais para o Estado Social que tantos querem e tem de haver uma atribuição do RSI mais rigorosa para que não se verifiquem situações, como eu escrevi no outro comentário, de beneficiários de RSI e de habitação social com brutos carrões à porta e playstations “pós putos”.
Muita da habitação social que é DADA a pessoas de todas as etnias (sim, não são só ciganos e pretos) é dada por uma questão de “cosmética urbana”. Algumas pessoas que moram em bairros sociais têm tanta possibilidade de comprar casa como os outros, apenas não o quiseram fazer, vivendo em habitações clandestinas e habituando-se a esse modo de vida (parecendo que não, uma casa ainda é uma coisa cara que se paga todos os meses). Por isso volto a dizer, muita da Justiça Social é na verdade injusta.
Uma realidade que entristece
Finalmente se premeia o mérito
Por uma questão cultural, que obviamente não pode ser da responsabilidade de ninguém em particular, nas escolas portuguesas, os bons alunos são os "crânios", os "nerds" e os "geeks". Não é bom ser inteligente, o futuro não interessa, o que interessa é o presente: o estilo, as namoradas, a porrada, o estatudo. Isto deixa os alunos sem qualquer motivação para serem bons, dado que a recompensa está lá tão longe: na carreira. Ouso dizer que este é um dos motivos do insucesso. Felizmente, esta é uma situação alterável, basta apenas meter qualquer coisa no outro prato da balança e nada melhor que verdinhas. É verdade, soube (via Jumento) que a Nossa Senhora da Educação e o seu ministério, decidiram dar um prémio monetário que se destina a premiar o melhor aluno a acabar o secundário em cada escola. O prémio será bastante "jeitoso", sendo o valor 500€. Aplaudo. É evidente que é um passinho curto para aquilo que é necessário que é uma cultura que reconheça o mérito, no entanto, é um passo louvável. Continuo a achar, como já escrevi anteriormente no blogue, que tudo isto se deve à mentalidade e à cultura e nada melhor que atacar a montante: nos jardins de infância e nas famílias e, quem sabe, através da televisão que molda tanto as crianças desse Portugal imenso. De qualquer modo, palminhas Maria!
Mentiras
terça-feira, 29 de julho de 2008
Inventado, mas pouco!
Radovan Karadzic anda nas bocas do mundo por ter conseguido, sob disfarce, fugir à Justiça. O giro, se giro se pode dizer nestas situações, disto tudo é que o disfarce não foi inventado, mas sim roubado. Segundo o Público de hoje, o médico Dragan Dabic era não mais que uma mistura de um verdadeiro médico e um verdadeiro Dragan Dabic. O médico, chamado Peter Glumac, tem exactamente a mesma aparência que Karadzic apresentava na detenção. O verdadeiro Dragan Dabic é um construtor civil. Treze anos, este disfarce durou treze anos. Como é que é possível nunca ninguém ter notado semelhanças demasiadas entre os dois "médicos" e demasiadas coincidências entre o "médico" e o construtor. Enfim, apenas fico contente por repetir o que tantas vezes já foi dito: a justiça tarda, mas não falha! Devaneios Salazarentos
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Bocas Alheias (3)
O PSD deveria governar sozinho - Bruno Alves n' O Insurgente - uma excelente análise.
Coisas da Sábado: o fácil nome de Racista - JPP n' O Abrupto - a qualidade de JPP aliada a um texto muito bom de Paula Dias.
Do Revisionismo Histórico - Tiago Barbosa Ribeiro no Kontratempos - uma reposição da verdade, ou não, a discussão prossegue com novos factos.
We Love Beijing - Rui Bebiano n' A Terceira Noite - uma crítica aos activistas de uma causa só em geral e aos ambientalistas em particular.
Palminhas!
Um caminho sem Retorno

domingo, 27 de julho de 2008
Criancices
A Frase (4)
– Como podem homens sem Deus serem bons?
Sua resposta foi:
– Como podem homens com Deus serem tão maus?"
(via Wikiquote, obrigado pela dica Daniela)
Ideias para o país
Eu também!

Já vai sendo tempo de o Estado Social dar lugar ao Estado Justo em que a bem da equidade não se tira a quem trabalha para dar a quem, trabalhando, não quer que se saiba.
sábado, 26 de julho de 2008
A Frase (3)
Vai Sonhando Mário...
«Mário Soares defendeu ontem, em Sesimbra, que a vitória do candidato democrata Barak Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, pode representar uma viragem nas políticas neoliberais que têm sido seguidas nos países ocidentais nos últimos anos.(...)»A idade vai pesando e o juízo vai começando a ir embora. Barack Obama até pode ser de uma esquerda, mas a esquerda a que pertence Obama não é igual à esquerda a que pertence Soares, Chavéz, Fidel e tantos outros que cá estão, cá estiveram ou cá estarão. A esquerda de Obama é uma direita mais suave. Desenganem-se os sonhadores que pensam que com Barack Obama a base da política e da economia americanas vai mudar. Tudo vai ser o mesmo, apenas com um bocadinho mais de charme.
Liberdade de Expressão?

sexta-feira, 25 de julho de 2008
Ideias Liberais (5)
A Falácia do Trabalho Flexivel

Parabéns a Você!

A Frase (2)
Genialidades
Enigma da Linguagem
Ainda falam do Jorge Coelho
«A declaração de interesses apresentada em Janeiro deste ano e referente aos rendimentos de 2006 colocou Valentim Loureiro na liderança de um "top" algo invulgar: pelo menos em número de participações sociais que detém em empresas, o major, presidente da Câmara de Gondomar, é o autarca que mais empresas possui e gere. (...)»Eu pergunto-me como é que ainda falam do Jorge Coelho. Gondomar e o seu presidente são o típico exemplo do que é corrupção autárquica. Quando é que se mete esta gentalha toda em tribunal?
A Ideia da Ibéria

quinta-feira, 24 de julho de 2008
Bocas Alheias (2)
o caminho da servidão - Rui A. no Portugal Contemporâneo
A força do nacionalismo na velha Europa - Pedro Correia no Corta-fitas
Progressismo com Telhados de Vidro - JRV no Activismo de Sofá
Transvases
Um empurrãozinho ao Mercado

O que acontece no mercado dos combustíveis em Portugal é inaceitável. Liberalizou-se o mercado no tempo do Durão Barroso para que houvesse mais concorrência e, portanto, preços mais competitivos. Infelizmente as contas saíram furadas, ninguém ia adivinhar que as petrolíferas de topo iriam criar um cartel que ditasse os preços com base em especulação e não com base na concorrência. Vemos, por um lado, os combustíveis aumentar, como ouvi num noticiário da SIC, quase a tempo real e, por outro lado, a não baixar quando isso se justifica. O petróleo está ao nível mais baixo das últimas sete semanas e, ainda assim, a Galp baixa o preço da gasolina nuns míseros 2 cêntimos e o gasóleo em 1.4 cêntimos. É nesta situação de controlo do mercado por parte de quem produz que penso realmente ser interessante explorar a possibilidade de criar uma petrolífera do Estado, que funcione de forma semelhante à Caixa Geral de Depósitos, de modo a que o mercado possa estabilizar, vendendo os combustíveis a preços baixos nessa gasolineira de modo a que os concorrentes comecem a baixar os preços para não perderem mercado. O ideal seria que aquelas postos de gasolina com os do Jumbo ou do Intermarché pudessem alargar-se para outras localidades ou que a pequena Repsol começasse a ser verdadeiramente concorrente da Galp e da BP, prefiro uma empresa espanhola a dominar e preços baixos que uma portuguesa com preços exurbitantes.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Disfarce quase perfeito
«Existe um website do Dr. Dragan Dabic. E também uma biografia:
«Dr. Dragan “David” Dabic was born some 60 years ago in a small Serbian village of Kovaci, near Kraljevo. As a young boy he liked to explore nearby forests and mountains, spending a lot of time on Kopaonik mountain where he tended to pick the omnipresent natural and potent medicinal herbs that grew there. As a young man he moved to Belgrade, and then on to Moscow where he graduated with a Psychiatry degree at the Moscow State University (Lomonosov). After Russia, Dr. Dabic travelled around India and Japan, after which he settled in China where he specialized in alternative medicine, with special emphasis on Chinese herbs. In mid 1990s Dr. Dabic returned back to mother Serbia for good. Ever since, Dr. Dabic emerged as one of the most prominent experts in the field of alternative medicine, bioenergy, and macrobiotic diet in the whole of the Balkans, and is frequent guest on many forums, seminars and symposiums (Belgrade, Novi Sad, Pancevo, Sombor, Smederevo…) dedicated to these topics.»
Um disfarce extraordinário, sem dúvida, que permitiu a Radovan Karadzic – para quem «por trás de cada homem capaz existe sempre outro homem capaz» – construir uma nova vida pública e quase fazer esquecer a primeira. Quase.»
Nem tudo é dinheiro
A Frase
terça-feira, 22 de julho de 2008
Let's talk about Change
Ideias Liberais (4)
Bocas Alheias
O fracasso do assistencialismo - P. Sales no Zero de Conduta.
Um homem já com lugar na História - Pedro Correia no Corta-fitas.
Gosto deste "debate" - Rui Tavares no Cinco Dias.
Lógica alternativa cleptocíclica - Miguel Botelho Moniz no Insurgente.
... - Francisco José Viegas n' A Origem das Espécies
Leituras de Verão (3)

Vamos baixar o IVA?

O IVA cresceu 5.5%, o previsto era 8% (estes são números do primeiro trimestre, logo, a baixa da taxa normal não é para aqui chamada)
O ISP+Contribuição de Serviços Rodoviários teve uma quebra de 2% quando se previa que crescesse 6% (parece-me que o senhor Paulo Portas já tem os números por que tanto anseia)
Imposto Sobre o Tabaco e Sobre os Combustíveis tiveram quebras superiores a 20%
Eu começo a achar que o que o Paulo Rangel disse no debate da Nação sobre a falta de capacidade de previsão é verdade. Ainda no debate da Nação, o PM disse de peito inchado que uma esquerda responsável tem de ter as contas públicas em ordem. Estou em completo acordo. Tenho pena é que com tanto aumento de despesa o nosso amigo PM vá tramar as contas públicas de todos os governos que lhe sucedam, sejam eles responsáveis ou não.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Mas o que é isto?
Mas que ótimo!
domingo, 20 de julho de 2008
Ainda não vi nada
Manuela Ferreira Leite foi infeliz quando disse que o objectivo do casamento era a procriação, há que dizê-lo sem problemas. Mais infeliz que ela está a ser José Sócrates pois vangloria-se de ser progressista e critica MFL por, segundo ele, esta ser conservadora e retrógrada, enquanto que ele próprio não fez absolutamente nada pelo casamento entre homossexuais. A JS anda por aí cheia de iniciativas a bem de direitos iguais e o PS nem quer saber. Eu pergunto ao senhor José Sócrates, se é tão progressista assim e se o seu governo foi o que mais avançou em termos sociais (esta coisa de José Sócrates comparar o seu governo a todos sempre me perturbou, é a prova que o que ele mais ambiciona é o sucesso pessoal, mas isso fica para outro post), porque não fazer um referendo à questão do casamento gay? Nada melhor que o povo soberano pronunciar-se sobre um tema tão delicado. Quando o "não" ganhar Sócrates faz o quê? Chama retrógrados aos portugueses?
Não acontece só na China

O grupo Inditex, para quem não sabe, detém a Zara, a Stradivarius, a Massimo Dutti e a Pull and Bear. Ao longo de anos a fio este grupo espanhol (cujo dono é o espanhol mais rico e o sexto mais rico do mundo) tem sido acusado destas situações, mantendo sempre uma pose de "a culpa não é nossa". É impressionante como no modelo social europeu, em pleno século XXI ainda haja crianças de 11 anos a coser sapatos por uns míseros 40 cêntimos o par. É vergonhoso quando vemos Bruxelas denunciar práticas que atentam contra os Direitos Humanos pelo mundo fora e não vermos a mesma moralista Bruxelas olhar para aquilo que tem em casa.
Por acaso tomei conhecimento deste caso pela primeira vez através de um e-mail onde vinham denunciadas estas situações. Eu só gostava de dizer, perdoem-me as pretenções a Sherlock, que um caso isolado pode significar apenas isso, um caso isolado, mas um grupo que ao longo da sua história tem repetitivos "casos isolados" não pode ser constantemente desresponsabilizado.
sábado, 19 de julho de 2008
O Clubismo Partidário
És de que partido?
Sou do CDS, então e tu?
Sou do PS!
Epá devias mudar, esses gajos não valem nada!
Tu é que...
E por aí se desenrola uma pseudo-discussão-política destituída de qualquer conteúdo. Não pode ser. Os partidos políticos têm de ser constantemente avaliados e é ridículo desenvolver laços de afecto em relação a um partido político, votando nele mesmo que as suas ideias nada valham. Talvez quando o momento de votar, quando a opção por um partido partido deixar de ser algo "clubístico", talvez aí, o debate político em Portugal tenha a qualidade que se pretende.
Novo-riquismo português
Pickle envagelista!
Mal entendidos
«José Manuel Durão Barroso admitiu que estar disponível para um segundo mandato na presidência da Comissão Europeia, em declarações dadas ao jornal holandês “NRC Handelsblad” divulgadas hoje.»
No segundo parágrafo, lemos:
«“Se tivesse que tomar hoje uma decisão sobre um segundo mandato, diria ‘sim’ (...) assumindo, claro, que teria o apoio dos Estados-membros e do Parlamento Europeu”, disse Durão Barroso, citado pelo “NRC Handelsblad”.»
Tudo por uma autarquia!

É impressionante o que um partido em maus lençóis faz para poder subir um bocadinho que seja, Desta vez foi o CDS-PP ao nomear Avelino Ferreira Torres para candidato à autarquia do Marco de Canaveses. Como é que um partido que está com uma falta de credibilidade tamanha, que nas sondagens é apontado como a última força política com apenas 3% dos votos, ainda faz asneiras destas? Um conselho ao senhor PP, mais vale perder uma autarquia e manter um bocadinho de dignidade, do que perder tudo para que um corrupto dê ao seu partido uma autarquia nas eleições de 2009. Mas como disse, é apenas um conselho...
Já agora: digam lá que o cartaz não está uma maravilha propagandística!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Ricos e mal agradecidos

Por todo o país, mas principalmente nas Áreas Metropolitanas, têm-se construído habitações sociais sem fim, dezenas de milhar nos últimos anos. Estas casas são atribuídas a famílias de parcos recursos que vivem em condições inumanas e que, pelo princípio da solidariedade social, merecem casas decentes. Não sou contra a atribuição destas habitações, salvo duas excepções:
1. Quando os que as recebem não as merecem por terem actividades não declaradas como bancas em feiras, tráfico de armas ou de droga, trabalho doméstico, entre outros, que os fazem receber mais do que muitos que não recebem um chavo pela parte do solidário Estado português.
2. Quando a solidariedade passa a ser exigida. As pessoas confundem muitas vezes favores com direitos, pensam que como lhes é dada uma casa, isso significa que têm direito a tê-la, o que é, obviamente, errado. As casas são oferecidas àquelas pessoas para que não vivam mal, nada obriga os contribuintes a sustentar famílias que não sejam as suas.
Mas isto das habitações sociais abrange um sem número de coisas. Por exemplo, o Rendimento Social de Inserção (o antigo Rendimento Mínimo Garantido, criado por aquele brilhante estadista que foi o Guterres) é atribuído a imensas pessoas que dele não dependem: os feirantes, os traficantes ou as empregadas domésticas são exemplos. A Justiça Social acaba por se ver transformada na mais pura injustiça porque, por um lado aquelas pessoas não descontam para o IRS pelas actividades a que se dedicam e, ainda por cima, recebem dinheiro extra exactamente por não declararem quanto recebem.
Obviamente isto não é culpa de nenhum governo, seja ele socialista ou social-democrata, é culpa do poder local que, com medo de conflitos e de perder popularidade, fecha constantemente os olhos a estas situações, a bem dos votos. Uma grande saudação da minha parte ao Presidente da Câmara de Loures por não ceder a chantagens como aquelas de que está a ser alvo e o meu voto para que a sua posição não se altere com o desenrolar dos acontecimentos. Se a coisa der para o torto, já não são precisas casas, as cadeias ainda têm celas por preencher.
Porque no te callas?

«Em Fevereiro passado, outra sondagem com a mesma chancela de credibilidade da Universidade Católica punha PS e PSD com escassos sete pontos a separá-los.»
«Nem quero imaginar o que se escreveria sobre o anterior líder social-democrata se ele, em escassas seis semanas, não tivesse divulgado uma proposta, estivesse em hibernação enquanto os camiões bloqueavam o País e culminasse tal período de ausência com a pomposa declaração de que o casamento era um magistério virado em exclusivo para a procriação!»
Ó mamã eles gostam mais dela do que de mim!!
«Não tenho dúvidas de que éramos mais representativos, intelectualmente mais sólidos, culturalmente mais bem preparados, politicamente mais experientes, ideologicamente mais esclarecidos, mais carismáticos e melhores comunicadores.»
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Uma aceitação que não compreendo

Antena Fechada

Eu acho muito positivo que a rádio e a televisão criem programas interactivos para que o público se possa expressar, mais a mais numa rádio que presta serviço público como é a Antena 1. O problema é que o público que participa é parvo. Eu ouvi meia-dúzia de intervenções e quase nenhuma foi acertada! Ouvi dois sindicalistas dizerem a estupidez de que os aumentos vencimentos têm de ser indexados à inflação e que os culpados disto tudo são os detentores do grande capital e que o grande capital é mau e que o Cunhal é que é bom. Ouvi algumas pessoas que decerto não perceberam a ideia do programa porque ligaram para lá para perguntar com quanto de reforma é que iam ficar. Ouvi um indivíduo ser silenciado depois de referir os ciganos quando falava das injustiças na atribuição de prestações sociais. Ouvi um outro sujeito dizer que foi a Manuela Ferreira Leite que passou a idade de reforma para os 65 anos e o número de anos de descontos para 40 (quando é do conhecimento geral que esta foi uma medida do Engenheiro Sócrates). Ouvi uma senhora indignada por serem os nossos impostos que pagam os vencimentos do Governador do Banco de Portugal e dos Ministros, devia ter descoberto agora.
De tudo o que ouvi, a única coisa com que concordei foi com o facto de ser vergonhoso que os deputados saiam da Assembleia da República com brutas reformas depois de trabalharem 12 anos (antigamente eram 8, já está menos mau...).
É neste estado que está a "opinião pública": populista, mal informada e com tremendas lesões no cérebro depois de passarem anos a fio a ouvir senhores como o Carvalho da Silva, o Jerónimo de Sousa, o Francisco Louçã ou o Paulo Portas. É triste.
Boas férias Cachimbo
O medo de Sócrates

O PM está nervoso, o PM sabe perfeitamente que nas directas do PSD não foi só Manuela Ferreira Leite que ganhou alguma coisa, ele também ganhou: uma adversária à altura. A descontração que o Eng. Sócrates e o seu governo demonstravam está a acabar. Ouve-se agora um ministro rebaixar-se ao ponto de responder a um comentador, mais, a pedir-lhe um debate. Ouve-se José Sócrates a ridicularizar uma ideia da sua opositora de que ele próprio nunca deu provas de discordar. Ouvem-se tentativas de Vera Jardim de ridicularizar Paulo Rangel no Parlamento através da comédia em vez da argumentação. Enfim, nas palavras da líder da oposição, José Sócrates e o PS estão a "cerrar fileiras" porque sabem muito bem que até 2009 MFL pode subir aqueles 8 pontinhos e sentar-se na bancada do governo no Parlamento.
P.S.: 100º post
quarta-feira, 16 de julho de 2008
A Questão do Nuclear

A energia nuclear é, obviamente uma alternativa. Resta saber se é uma alternativa acertada. Não a considero como tal. Em Portugal temos enormes potenciais para energias renováveis. Se apostarmos na energia eólica e na solar, de certeza que não vamos ter de importar matérias-primas, no entanto, em relação ao nuclear a coisa é diferente porque, ao que sei, a produção nacional de urânio não é coisa de grande envergadura. Isto é um dos muitos problemas da opção pela energia nuclear. A fazer fé nos ambientalistas da Quercus, toda a Rede Eléctrica Nacional tinha de ser alterada porque não suporta uma central nuclear. Os resíduos nucleares não têm tratamento possível. Apesar de ser uma energia limpa, um qualquer erro pode transformar-nos numa Chernobyl.
Eu até percebo esta conversa do nuclear, por vários sítios da Europa está a tornar-se "moda", nomeadamente nos muitas vezes imitados países escandinavos. Mas há que ter em atenção que os países que estão a apostar no nuclear só têm o nuclear como alternativa. Custa-me a crer que alguém que se queira bronzear vá para a Finlândia. Em Portugal essa alternativa existe e é uma alternativa melhor. Mesmo que sejam mais caras (não sei se é) as energias renováveis, nomeadamente a eólica e a solar, trazem vantagens em termos de custos sociais e ambientais (as chamadas externalidades) muito maiores que a energia nuclear. Espero bem que haja o tal debate e que nesse debate as pessoas percebam o erro do nuclear.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Preparados para a depressão?
A prova da não-justiça
E pronto, mais uma história do que é a História da Justiça Desportiva...
Ideias Liberais (3)
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ideias Liberais (2)
Where's Obama?
A falta de cuatro meses, dos convenciones y al menos tres debates, este nuevo sondeo indica que el 53% de los votantes, en el que se incluye también el porcentaje de los votantes que apoyaban a la ex candidata demócrata Hillary Clinton, consideran que Obama ha mostrado un viraje de su posición en asuntos claves como la guerra de Irak o la pena de muerte con el objetivo de tomar la delantera y obtener votos. En la encuesta del pasado 20 de junio, Obama lideraba con el 51% la elección de los ciudadanos, frente al 36% de McCain.(...)»
Liberdade, Igualdade e Fraternidade

A Justiça do Socialismo

Li algumas coisas, saiu hoje e ainda não consegui ler todos os textos que serão certamente interessantes. Li o editorial escrito pelo próprio Manuel Alegre que me pareceu bastante bem, a esquerda precisa mesmo de encontrar novas soluções. Depois li um texto do André Freire, ali do Ladrões de Bicicletas e numa parte em que ele se referia ao aspecto das desigualdades salariais deu-me na ideia de começar a pensar se toda esta corrente, quase dogmática na Europa, de que a justiça social passa por rendimentos o menos desiguais possível, será realmente justa.
Um dos princípios básicos do Socialismo, que, na actualidade, se converteu em Socialismo Democrático, depois do fiasco do Totalitário, é que numa sociedade justa há que ter o máximo possível de equidade. E esta equidade é assegurada através de um amontoado de mecanismos, todos eles fiscais. Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) progressivo. Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) com taxas diferentes conforme a natureza dos bens. Isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para quem tem casa com o valor de 50 000€ ou inferior. Tudo nessa linha. Ora, com estas medidas, chega-se a uma situação em que algumas pessoas vêem mais de metade do seu rendimento mensal ir para o Estado e outras vêem apenas uma pequena parcela. Será justo?
Na verdade, ao querermos justiça social, estamos a ser injustos. Um indivíduo que seja rico tem de pagar ao Estado por ser rico como se ser rico fosse crime. Na imaginação comum, os ricos são todos ladrões que conseguiram a riqueza enganando os outros, mas não é bem assim. Existem imensas pessoas cujo rendimento lhes permite um confortável lugar no último escalão do IRS que trabalharam imenso para lá chegar. Por isto, não é admissível que estas pessoas sejam obrigadas a pagar uma taxa maior, pagando mais duas vezes: pagam mais porque recebem mais, mas depois ainda têm o aumento da taxa exactamente por receberem mais.
Eu defendo o Estado Providência, sim. Considero que não é possível termos uma economia deixada ao abandono, sem qualquer regulação. O Estado tem de garantir a segurança de todos, nomeadamente aquela que passa por comer, por isto, acho perfeitamente aceitável que hajam as prestações sociais que permitam às pessoas em situação complicada viver, afinal, somos um país e como tal, todos os cidadãos são importantes: hoje por ti, amanhã por mim. Mas, apesar disso, defendo um sistema fiscal com base da proporção e não na progressividade, isto é, uma harmonização das taxas. Tal e qual acontece no Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRC), em que uma Pequena/Média Empresa paga a mesma taxa que uma Multinacional. Defendo isto porque um sistema de proporção é aquele que mais permite ao mesmo tempo um financiamento do Estado que assegure os serviços públicos e uma situação em que não é crime ser rico nem benesse ser pobre.
domingo, 13 de julho de 2008
À custa de todos
Deslocalização nos bairros sociais
Adeus
Ficámos competitivos?

«A proximidade geográfica, numa altura em que os custos dos transportes disparam, e a capacidade de adaptar rapidamente a produção às exigências do mercado são factores determinantes em nichos de mercados de diversos sectores, para os quais Portugal está bem posicionado.(...)»
Cooperação estratégica
O nosso Presidente da República diz há dois anos, timidamente, ser contra as grandes obras públicas que estão em marcha. MFL ao dizer isto pode apenas estar a fazer propaganda, mas eis porque Cavaco não está. Cavaco Silva, na sua altura "para-partidária" em que a militância não era para ele, já dizia ser contra tais projectos. Antes de se anunciar candidato presidencial já dizia ser contra tais projectos. Quando foi eleito, continuou a dizer-se contra. Na actualidade, a bem da cooperação e da estabilidade, diz apenas "ter dúvidas". Neste momento o PS tem uma autêntica ditadura parlamentar em que aprova o que quer, mesmo que toda a oposição, o Presidente da República e o próprio povo estejam contra. Esta sede de deixar uma pegada (comum a Guterres que nos empenhou com obras de chacha) parece ser cada vez mais comum nos políticos e na política. É pena. Onde pára a política do bem comum?
sábado, 12 de julho de 2008
Guerrilha urbana: um problema de planeamento
As nossas políticas sociais, ao longo de décadas a fio, permitiu a construção de habitações sociais a custos controlados de modo a alojar as pessoas que viviam em barracas e em coisas piores. Há quem diga que se tratam apenas de operações de cosmética urbana, não vou por aí. O problema destas habitações sociais é apenas este: criaram-se imensos prédios com imensos andares em pontos específicos das cidades, ou seja, juntaram-se milhares de pessoas com problemas sociais, económicos e, muitas vezes, criminais em "bairros sociais". Esta via "integradora" de pessoas com problemas de "integração" levou a uma maior descriminação, que aliada aos problemas de sempre, é uma perfeita aliada da criminalidade. Aqueles bairros sociais, dominados por gangs são lugares prigosíssimos para quem for, até para a polícia. É de todo imperativo que se alterem estas políticas de urbanização de modo a integrar habitações deste tipo noutros bairros, assim pode ser que não se assista a tristes episódios como os que aconteceram.
Ao que chegou a ONU
«A China e a Rússia vetaram ontem, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, um projecto de resolução apoiado pelos ocidentais que queriam sancionar o Zimbabwe pelo seu processo eleitoral violento e contestado.(...)»
O Zimbabwe foi um palco de um dos maiores atentados à democracia e à liberdade dos últimos anos. Um autêntico genocídio foi o que lá aconteceu. Obviamente esperamos que a ONU, pelo menos, "castigue" os responsáveis. Não, já nem isso podemos esperar. Temos dois garantes da liberdade e dos direitos humanos que não o permitem, a utópica China e a poderosa Rússia. Onde é que isto vai parar?
O Irão: um problema de sempre

sexta-feira, 11 de julho de 2008
Negócios que não lembram nem ao menino Jesus!
O Fórum Almada, um enorme centro comercial na cidade, para se instalar, teve de construir para além da estrada de acesso, um túnel e uma enorme rede de estradas à volta.
A Repsol, para instalar uma bomba de gasolina, teve de construir um campo de jogos.
Isto é preocupante, eu questiono-me até se será legal. Para alguém investir é obrigado a dar contrapartidas ou então, pura e simplesmente não investe que a câmara não deixa. É que é de um rídiculo que me deixa boqueaberto a cada novidade destas. Para além dos impostos a que estarão obrigadas, as empresas ainda de têm de fazer a função da Câmara Municipal, investindo nas áreas onde esta deveria investir.
Um moribundo a estrebuchar
500 M€ para ter mais um na famelga!
Na realidade, essa soma não compreende, porém, mais que um novo cheque de 100 milhões de euros, precisou uma fonte da Comissão. Cerca de 350 milhões de euros de fundos de pré-adesão à União Europeia tinham já sido, com efeito, programados para o período 2008-2011, bem como 50 milhões de euros de assistência macro-económica, ao qual se juntaram outros 100 milhões (...)»
É preciso ter lata!
O Estado da Nação

Da esquerda para a direita:
1. O BE que com tão talentosos oradores (há poucos oradores como Ana Drago, tenha ou não razão no que diz, di-lo muito bem) poderia perfeitamente fazer um discurso interessante do ponto de vista político, trata simplesmente de se enterrar no meio das areias movediças do insulto e de gráficos mal feitos propositadamente. Bem sei que o que Louçã estava a tentar fazer era pegar na analogia com a história para mostrar as falhas da medida, mas foi longe demais, há que dizê-lo. Concordo, apesar de tudo, que provavelmente 25% (apesar de ser a maior Taxa Robin dos Bosques dos países que a praticam, sabe a pouco).
2. O PCP deu-nos mais um cheirinho da demagogia e da política fácil, tão intrínsecas nos seus discursos. Falam constantemente daquilo que todos sabem: o desemprego!, os salários!, as pensões! sem nunca tentarem perceber que milagres, só nos livros do Marx. Houve uma coisa em que concordei com eles, apenas uma, a questão do aumento intercalar das pensões, por uma questão quase de "ética da política". Enquanto que os aumentos dos salários devem ser indexados à produtividade porque é isso que faz o trabalho aumentar o seu valor, os aumentos das pensões devem ser indexados à inflação pois os reformados não produzem absolutamente nada, já produziram, e por não produzirem mais por força das circunstâncias não devem perder qualidade de vida.
3. Os verdes. Que é que estão ali a fazer?
4. A bancada do PS podia ir para casa. Neste momento não há um único deputado socialista que consiga defender tão bem o partido como o próprio PM. No final o líder parlamentar fez um discurso irónico, quase a espicaçar Paulo Rangel, que nesta altura estava com uma cara de poucos amigos. Temos um Parlamento em que o partido da maioria nos seus discursos apenas trata de "gozar" com os adversários, em vez de fazer verdadeira política.
5. Na bancada do PSD houve uma estreia que podia ter sido em grande, infelizmente, não foi. A "folha A4" deverá ficar para a posteridade. O discurso de Paulo Rangel foi bom, tocou os vários sectores sem extremismos ou demagogias. Mas Paulo Rangel cometeu duas ou três falhas que permitiram ao genial orador Sócrates cilindrá-lo como se ele fosse um amador no Parlamento. Não convém que estas falhas aconteçam porque se há coisa que José Sócrates sabe fazer é reduzir ao ridículo qualquer bom discurso. Uma coisa que não lhe ficou bem foi a falta de fair-play político quando rejeitou das mãos da funcionária os documentos que Sócrates lhe enviara e a "cara de mau" durante todo o debate depois de Sócrates ter ridicularizado o seu discurso.
6. O CDS deu-nos mais do mesmo. Mostrou-nos umas facturas absurdas com um discurso que nunca imaginei possível. Ao início parecia uma situação semelhante à apresentada anteriormente sobre o gás butano, afinal, era simplesmente uma factura de Janeiro comparada à factura de Julho, para se chegar à brilhante conclusão que o preço, apesar da baixa do imposto, tinha aumentado. Aposto que ao PM só deu vontade de mandar calar tanta barbaridade.
7. O PM continua a ser a excelência na oratória em pessoa. Com falhas que podiam perfeitamente ser aproveitadas por uma oposição com o mínimo de capacidade, brinca naquele Parlamento como se fosse um educador numa creche. Sócrates de parvo não tem nada. Não é por acaso que vai tantas vezes à casa da democracia. Não tem ninguém à sua altura no debate político e é por isto que, apesar de tudo, tem toda a legitimidade em estar onde está. Sócrates ganhou o que ganhou e chegou onde chegou através do debate político puro e duro. Concordo plenamente com quem diz que Sócrates foi o melhor PM dos últimos quinze anos (aqui e aqui)


