sábado, 10 de janeiro de 2009
A verdadeira questão
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Garantias para a Águas de Portugal
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Leituras
Leitura adicional: "Será tudo premeditado?", notícia do Público.«O PS conseguiu vencer a batalha no Parlamento, garantindo que a avaliação dos professores não fosse suspensa. Para isso, contou com uma preciosa ajuda de... Manuel Alegre. Pois, o deputado votou ao lado da oposição, mas assegurou que, pelo menos, uma parlamentar do seu pequeno grupo votasse de outra forma para que o Partido Socialista não fosse prejudicado.Mesmo assim, não se livrou - ele e as outras quatro deputadas - de ouvirem este mimo de Augusto Santos Silva:"A minha opinião dirige-se a todas e todos deputadas que manifestaram a sua opinião.
Limito-me a constatar como particularmente reveladora de que o que estava menos em causa aqui era avaliação dos professores que os deputados que o fizeram não hesitaram em votar a favor de um projecto de lei (dos partidos da oposição) que a ser aprovado constituia uma vergonha para o parlamento democrático português".A votação ficou assim: 114 contra a suspensão, 113 a favor e uma... abstenção. A amiga, nesta caso, foi Matilde Sousa Franco que optou pela abstenção.»
O coice do dia*
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Ainda a entrevista (3)
Ainda a entrevista (2)
Ainda a entrevista
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
O maior debate do país
A entrevista na SIC
Dizem que Sócrates é bom nas entrevistas, que fica bem, responde melhor. Que as domina. Nada mais falso. Sócrates não responde, atropela. O Primeiro-Ministro não aceita a contradição; ri-se dela. Usa o cinismo como arma. Ridiculariza a opinião contrária. Quando um jornalista afirma algo que lhe é incómodo, ele repete essa afirmação, desta vez em forma de pergunta e num tom displicente e desagradável. Como se o conteúdo dessa afirmação, mesmo que verdadeira, fosse uma indelicadeza. Algo a evitar; algo que põe em perigo as reformas e que não deve ser mencionado em tempo de crise. Sócrates indigna-se com as questões difíceis, utiliza truques rasteiros, para fugir às perguntas e aproveita as resposta para expor o que fez nos últimos 2 anos, como se de um tempo de antena se tratasse. Nunca de uma entrevista.
Sócrates é um bull-dozer das entrevistas. Nunca um bom entrevistado. Jamais um bom comunicador.
O Primeiro-Ministro mencionou, na entrevista de ontem à SIC, que cabe ao governo decidir quais as empresas que devem ser salvas. Para Sócrates, nem todas as empresas podem ser ajudadas, apesar de todas pagarem impostos, apesar de todas empregarem cidadãos portugueses que pagam impostos, financiam o Estado, ou seja, financiam as ajudas que o Estado, arbitrariamente, concede. Isto tem um nome: Capitalismo de Estado e livre arbítrio. Favorecimento de uns (forçosamente com bons contactos no poder), em detrimento de outros (sem esses bons contactos). O socialismo em marcha dá nisto: O mercado é substituído pelos políticos, por quem detém o poder político. Pelos interesses, pelas guerrilhas pessoais, os favores, e por aí fora.
Sócrates avisou. Cabe-nos ouvi-lo.
Será tudo premeditado?

sábado, 3 de janeiro de 2009
Política do Ratinho
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
As ilusões pagam-se caras
sim, porque é verdade, uma verdade pouco divulgada, mas por falta de competência de quem a devia ter, as candidaturas aos programas comunitários tardaram e as ajudas não vieram. Depois, quando falava do endividamento do país e referia o já lugar-comum de que vivemos acima das nossas possibilidades, o Presidente disse aquela que será já uma das frases do ano:«Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção. Sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia.»
«As ilusões pagam-se caras.»
«Não é com conflitos desnecessários que se resolvem os problemas das pessoas.»
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Pela porta do cavalo
Para quem queria sangue
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Voltas trocadas
O braço de ferro sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores parecia estar terminado. Depois de dois vetos políticos e três votações favoráveis na Assembleia da República, a Constituição determina que o Presidente da República é obrigado a promulgar a lei. O problema é que, segundo alguns constitucionalistas que, a propósito desta questão, analisaram a lei fundamental, caso o Presidente não queira promulgar, não advém daí qualquer sanção. Ou seja, a lei obriga a que se faça uma coisa, mas não prevê o que fazer caso essa coisa não seja feita. Fico à espera de ver o que irá Cavaco Silva fazer agora: respeitar a lei a bem da Constituição ou desrespeitar a lei a bem da Constituição.domingo, 21 de dezembro de 2008
Confusões
Existe uma coisa que difere, e muito, o poder autárquico do poder central. É que o primeiro é realpolitik pura, simplesmente gestão já padronizada de um conjunto de pessoas e responsabilidades, com mais ou menos competência. Penso que isto é pacífico. Não existem diferenças substanciais entre uma autarquia comunista e uma autarquia social-democrata. Por outro lado, o exercício do poder central, apesar de estar cada vez mais próximo do autárquico na forma, ainda dá azo a alguma liberdade ideológica: mais políticas sociais com aumentos de impostos, mais liberdade na afectação dos recursos com a baixa dos impostos, sistema de saúde público ou não, sistema educativo público ou não. Aqui, no poder central, interessa verdadeiramente o pensamento de quem lidera, no autárquico, não tanto.É por isto que não percebo o alvoroço que se sente a cada página de jornal lida, a cada notícia da televisão, a cada comentário na rádio, por Pedro Santana Lopes ser o candidato do PSD por Lisboa. É verdade que Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite têm visões diferentes da política, mas é isso critério para a escolha de um candidato a uma autarquia? Ficava um bocadinho limitada a pobre senhora se só pudesse escolher quem é igual a si.
Se Santana Lopes fosse escolhido para ministro, até eu me juntava ao coro, mas relaxem, é uma autarquia e o mais certo é acontecer o que a Filipa Martins já aqui disse: ele ficar vereador e não chatear no Parlamento. Calma.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Leituras
É natural que Pedro Passos Coelho venha alertar o PSD para os perigos de deixar José Sócrates ocupar o espaço natural dos social-democratas, sobretudo num momento em que a esquerda, pelas mãos de Alegre, e com um sorriso atrapalhado do Bloco (que não sabe muito bem onde isto vai dar), vem empurrando Sócrates para o centro.
Mas a verdade é que o PSD, enquanto partido que quer manter-se social democrata, pouco mais pode fazer quanto a isso do que tentar fazer passar a ideia de que o PSD é, naquela área em que se move o PS, mais competente, mais audaz e mais reformista. É coisa pouca e que não cheira a verdadeira alternativa.
O PSD sofre neste momento as vicissitudes de ser, enquanto social democrata, um partido a mais no sistema partidário. Esta originalidade portuguesa, de ter dois partidos sociais democratas a ocupar 70% do eleitorado, não poderia, nem poderá, durar muito tempo.
E se é certo que qualquer um dos dois partidos poderia estar a sofrer este fenómeno de erosão, a verdade é que, desses dois, apenas o PSD o está a sofrer, e a olhos vistos. Veja-se que se José Sócrates vencer, com ou sem maioria absoluta, e se mantiver no poder durante a próxima legislatura, teremos que o PSD governou, de 1995 a 2013, apenas dois anos e meio. Ou seja, em 18 anos, apenas 2,5 poderão ser associados ao PSD.
Esta erosão do PSD é, por isso inevitável, ajudada pelo facto de, lá dentro, credíveis e não credíveis não saberem muito bem por onde deve ir o partido, e com quem. O que é natural, quando se tem o PS à perna, a ocupar o discurso que o PSD sente como seu.
Fenómeno semelhante, aliás, embora noutra escala, sofreu o CDS de Lucas Pires (e depois, de Adriano) com o PSD de Cavaco. Ao PSD do Bloco Central de Mota Pinto, seguiu-se um PSD reformista de Cavaco que ocupou todo o discurso do então CDS e que, em poucos anos, ficou reduzido a quase nada.

