domingo, 11 de janeiro de 2009
A lei do tabaco
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
à espera
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Raciocínios inversos
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Picos nervosos
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
A festa da Família
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Democracia? Querias!
«Durante o tempo em que participei activamente na imprenda portuguesa, fui protagonista de numerosos episódios que, aos meus olhos, eram verdadeiramente insólitos. Assim, por exemplo, é caso raro na Imprensa, senão mesmo caso único, ver o director de um jornal a escrever no principal jornal da concorrência. Aconteceu com Vicente Jorge Silva, então director do Público, que decidiu escrever no Diário de Notícias, então dirigido por Mário Bettencourt Resendes:
As expectativas irracionais do sr. Arroja
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Por: Vicente Jorge Silva
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O colunista desse jornal sr. Pedro Arroja desenvolve na edição de domingo passado do "Diário de Notícias" uma interpretação bastante original da Teoria das Expectativas Racionais, de Robert Lucas, recentemente galardoado com o Prémio Nobel da Economia. Entre os exemplos portugueses que elegeu para essa interpretação, o sr Arroja - uma bizarra criatura de origem mais ou menos extraterrestre e que talvez por isso mesmo tenha adquirido um estatuto mediático absolutamente invulgar - aponta o "Público" como um caso típico da absoluta falta de influência dos meios de comunicação social sobre a decisão dos eleitores nas últimas legislativas, embora sublinhe, ao mesmo tempo, a orientação ostensivamente socialista do jornal que dirijo e de opiniões que exprimi durante a campanha eleitoral.
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Por uma questão de simples racionalidade, não perderei tempo a discutir com o sr. Arroja - conhecido pelo novo-riquismo das suas posições ultraliberais em matéria económica - o direito a ser "Chicago boy" em Portugal em 1995, quando a moda parece ter passado definitivamente, depois do Chile de Pinochet, passando pela América de Reagan ou a Grã-Bretanha da Srª. Thatcher. Acho apenas curioso que, para uma personagem tão descrente da influência dos meios de comunicação, o sr. Arroja se desmultiplique de forma tão frenética em intervenções na rádio e nos jornais para demonstrar, por puro masoquismo, o carácter anódino das suas opiniões. Ou será que, como herdeiro tardio dos "Chicago boys", o sr. Arroja é tão cínico que se preocupa apenas em facturar a sua irrisória vaidade como comentarista pago dos meios de comunicação onde colabora?
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O sr. Arroja tem todo o direito em classificar-me - e ao meu jornal - de "socialista" [1], como eu teria idêntico direito em considerá-lo um parvenu do reaccionarismo monetarista, que nada sabe da actual realidade portuguesa nem da história recente da imprensa deste país.
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Ele terá mesmo o direito democrático de não ler aquilo que tenho escrito, quer sobre o programa do Governo PS quer sobre os acidentes que marcaram a formação desse Governo. A ignorância e a má-fé ficam com quem as pratica.
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O que já me parece inteiramente inadmissível - e uma ofensa ao próprio jornal onde colabora - é que o sr. Arroja, no seu fervor "yuppista" de terceira classe, reduza a orientação das secções de cartas ao director à publicação das opiniões dos leitores que os responsáveis de cada órgão de informação julgam mais coincidentes com as suas próprias posições.
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Este propósito é claramente infamante - quer para mim, quer para o director do Diário de Notícias, Mário Bettencourt Resendes.
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E no que me diz respeito, gostaria de lembrar ao sr. Arroja que as opiniões de leitores do "Público" sobre os meus editoriais a propósito dos debates televisivos entre António Guterres e Fernando Nogueira foram maioritariamente críticas - por vezes, em termos violentos - das minhas próprias opiniões. Mas essa é, porventura, uma lógica que não encaixa nem no cinismo nem no gosto de manipulação com que o sr. Arroja - imaginando que os Portugueses são efectivamente patetas - trata leitores ou ouvintes que ele imagina "deslumbrados" com a bacoquice das suas divagações e expectativas irracionais.
(Diário de Notícias, 18 de Outubro de 1995; bolds meus).
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[1] O autor viria mais tarde a tornar-se deputado do Partido Socialista.»
domingo, 2 de novembro de 2008
Coisas do e-mail
sábado, 1 de novembro de 2008
Porque é que cá não pegou?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Isto não é uma guerra!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Quem és tu Zé Carlos?

domingo, 28 de setembro de 2008
O poder como fim em si próprio
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Questões Fracturantes
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Coisas que não entendo
sábado, 20 de setembro de 2008
Inovações Parlamentares
Um deputado social-democrata moderninho diz que a nova lei do divórcio é «uma inovação» no País face à legislação europeia. Pode ser. Mas o espírito das leis é uma coisa – e a aplicação é outra. O legislador (o Parlamento, enfim) devia pensar no assunto em vez de aprovar leis feitas para um mundo ideal onde habitam pessoais ideais e em condições ideais. Nunca é assim. As pessoas concretas, os seus problemas e a maldade habitual acabam por lutar contra as leis para serem mais felizes ou aproveitar-se delas para passarem adiante. Pode ser que eu esteja a ser conservador mas não tenho medo da palavra; simplesmente, basta imaginar divórcios litigiosos concretos (agora exterminados por diploma) para perceber que quem vai sofrer são os mais fracos. Neste caso, as mais fracas.
domingo, 14 de setembro de 2008
Ser Ultra-Conservador
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Os milagres estatísticos
A Ministra da Educação, a excelente Maria de Lurdes Rodrigues, prefez um outro milagre. Depois de termos tido os melhores resultados desde não sei quando nos exames de matemática, ficamos a saber que as taxas de retenção foram as mais baixas da última década. sexta-feira, 5 de setembro de 2008
The Big Brother Is Watching You!
A febre da segurança e do policiamento está a afectar as pessoas em todo o lado. Por cá, mandam-se polícias para as bombas da gasolina, em Londres colocam-se micro-aviões telecomandados a vigiar os movimentos de todos e de cada um: «The micro-drone is only 3ft wide, weighs less than a bag of sugar and can record images from a height of 1,600ft. It was originally used for military reconnaissance but is now being tested by police. The unmanned aerial vehicle (UAV) had a test flight yesterday and will be operational from next month for a three-month trial. If the experiment works, other forces will follow suit - furthering Britain's reputation as a ''Big Brother society''. This country has more CCTV cameras than the rest of Europe put together and in the past week, two police chiefs have voiced their concern over the levels of surveillance.(...)»
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Programas da manhã
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Viva o Blok
«Começa hoje e prolonga-se até Domingo a festa de Verão dos jovens do Bloco de Esquerda, este ano chamada Acampamento Jovens Bloco de Esquerda. O programa é muito abrangente. Inclui debates sobre Imigração e Racismo, Bio-combustíveis e Crise Alimentar, LGBT, Feminismo e Combate Social, Drogas Leves e Precariedade entre outros temas todos absolutamente indispensáveis. Há workshops sobre realidades absolutamente relevantes para o mundo moderno, dos quais destaco “Faixas”, “Stencil/Subvertize” e o mais interessante de todos, “Brinquedos Sexuais” (multi-género, espera-se).O Blasfémias quer colaborar com esta louvável iniciativa da Sociedade Civil. Estando imposibilitados de acampar por falta de militãncia activa, resta-nos oferecer à organização e aos jovens do Bloco, um Hino.(...)»
domingo, 3 de agosto de 2008
Ideias Peregrinas

