Ontem à noite houve a tal operação policial em Campolide. Malditos os assaltantes que para além de assaltarem ainda são brasileiros. Por aí, blogosfera e televisão, só se ouve falar do facto de serem brasileiros, dos brasileiros serem violentos (como diz Moita Flores), do facto de um ter morrido (pena de morte informal segundo o João Miranda) e mais não sei o quê. Das duas uma, ou estamos mesmo com falta de notícias ou estamos todos doidos.
Àqueles que fazes questão de mencionar a nacionalidade dos criminosos: isso não interessa. Como diz o Daniel Oliveira, e olhem que é raro concordar com ele, este tipo de conversa só leva à criação de ódios infundados. O que acontece com isto tudo é o pensamento transferir-se do simples "isto já nem se pode andar na rua" para o "malandros desses brasileiros que vêm para cá fazer merda".
Ao João Miranda: orgulho-me imenso de viver no país pioneiro a abolir a pena de morte, orgulho-me igualmente que neste país se tenham mantido algumas áreas cinzentas como a legítima defesa. Preferia o quê? Que morressem inocentes em vez de criminosos?
Adenda: Palminhas, Rui. Concordo com o Shô Menistro.


5 comentários:
Eu gostei também da reportagem da RTP, no telejornal das 20:00. Logo a seguir às declarações nada informativas de uma relações-públicas da polícia, passaram a dar uma reportagem com a mulher da limpeza (!) do banco, que não tinha conseguido entrar (e não tinha portanto e evidentemente nada que ver com o assalto ou sequestro). Aquela gente não bate manifestamente bem da bola.
Concordo plenamente anónimo, está tudo nuts como dizem os espanhóis. É a pura falta de notícias!
Um dos piores efeitos colaterais que resultam de crimes cometidos por cidadãos estrangeiros em Portugal, é o aproveitamento desonesto que pessoas com graves tiques de xenofobia fazem do acontecimento. O pior para essa gente é que não acontece só aos outros...
pois meu caro ai não parecem conhecer a criminalidade violenta como nos aqui no brasil , meu amigo chega a assustar .
eu sou portugues
joão costa
Generaliza-se sempre nestes casos...
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