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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Desmistificar os Exames

Isto é impressionante. Há uma meia dúzia de coisas que faz os portugueses exaltarem sangue, suor e lágrimas. Uma é o futebol. Já foi. Outra são os exames nacionais. Ainda cá estão.

Há uns tempos, no Quarta República, houve uma pequena discussão sobre o assunto sobre os "especialistas" que dizem que os exames são a pior coisa que há para as mentes jovens (aqui). Quartos desarrumados, stress constante. Conversa! Os exames são necessários e importantes, até para haver justiça nos acessos à faculdade e para que os estudantes possam provar aquilo que sabem. Mas nem tudo são rosas.

Hoje a crónica do Carlos Fiolhais (disponível aqui) só fala do facilitismo dos exames. Os alunos, ao que parece, fazem um exame nacional com uma perna as costas e as mãos atadas! Rídiculo! Porque é que os intelectuais gostam tanto de ser radicais? Os exames nacionais não são fáceis! Isso é conversa de quem não os faz... Caros professores doutores extremamente empenhados em assuntos da educação e em desvalorizar aquilo que é um exame nacional, os exames são bastante tramados, por vezes. Se calhar para um tipo de 10, 11 ou 12 é facílimo manter ou até subir, mas para os 17, 18, 19 é dificílimo! Os critérios de classificação por vezes estragam completamente a nota de um aluno brilhante que fica com o acesso comprometido por causa de picuinhices!

Vamos lá pensar um bocadinho antes de andar para aí a dizer disparates!

2 comentários:

Anónimo disse...

Peço-lhe que olhe com atenção para o exame de Matemática do 9º ano. É um insulto desavergonhado a quem trabalha com seriedade. E um atestado de imbeciilidade aos alunos portugueses.

Creio que com facilidade concordará comigo. E é disto que se fala.

Tiago Moreira Ramalho disse...

Eu refiro me aos exames de secundário. Na minha opinião esses são os realmente importantes. Se os exames de 9º são fáceis, também acho, mas também não se pode exigir demais a miudos nos seus 14 anitos