Cambada de maricas, Pedro Correia no Corta-fitas.
O Voto da Vergonha, JRV no Activismo de Sofá.
Quem prescinde da sua consciência, Daniel Oliveira no Arrastão.
A Disciplina (ou cobardia) Partidária, O Jumento n' O Jumento.

«Advogando, por crença doutrinária, uma sexualidade responsável a milhões e milhões de pessoas nos cinco continentes, a igreja é a maior, mais importante e mais eficaz organização no combate ao vírus da SIDA. Muito maior e muito mais eficaz que qualquer campanha de qualquer Abraço.» (Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada)
Sarah Palin foi vista como uma refrescante brisa para a campanha de McCain quando foi escolhida: uma mulher bonita, mãe-de-família, cheia de garra no debate e que agradava à direita mais conservadora americana com as suas posições anti-aborto e pró-armas. Agora revela-se um verdadeiro tumor na campanha, um tumor que ameaça matar tudo aquilo por que passar. Primeiro vieram as gaffes e as entrevistas disparatadas, agora um escandâlo nacional: abuso de poder. Durante o seu mandato como governadora do Alasca, a mrs. Palin teve uma crise familiar: a irmã divorciou-se de forma litigiosa. Que é que esta ávida defensora da família e dos votos sagrados do casamento fez? Mexeu os cordelinhos para que o cunhado fosse despedido da polícia. Como o seu "capanga" que deveria despedir o ex-cunhado se recusou a fazê-lo, foi ele próprio despedido.«Recebi há pouco por e-mail uma adaptação tuga da crise actual. O terrível desta história é que, com mais ou menos figurações, demonstra bem o quão tascosos são os mecanismos em que assentam o actual modelo económico.
"O senhor Silva tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide vender a fiado aos seus leais fregueses, quase todos bêbados e desempregados. Porque vende a crédito, aumenta um pouco o preço de cada copo. O gerente do banco local, ousado administrador formado em gestão e com MBA, decide que as dívidas da tasca constituem, afinal, um activo rentável, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o registo dos fiados como garantia..Uns seis executivos de bancos, mais adiante, transformam esses créditos em OVNI, SOS e outros acrónimos financeiros que ninguém sabe exactamente o que querem dizer. Esses adicionais instrumentos alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de títulos na Bolsa, cujo lastro inicial todo o mundo desconhece (o tal livro de fiados do senhor Silva). Esses títulos passam a ser negociados com garantias reais em mais de 73 países..Até que alguém descobre que os bebedolas de Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas e a tasca do senhor Silva vai à falência. E toda a cadeia se desmorona."»
"Porque estão mais preocupados com os seus “direitos adquiridos” que com os miúdos que deviam estar a ensinar. Sim. No meio de todas estas guerras e guerrinhas os alunos e o seu direito a um ensino de qualidade é a última das preocupações.



...tira sempre a melhor parte, já lá diziam os antigos que nestas coisas nunca se enganavam e raramente tinham dúvidas. Pois o caso é o seguinte: um grupo de pessoas ao longo de décadas andou a pegar no dinheiro de todos e a atribuir casas a custos controlados a pobretanas como o Baptista-Bastos, sem qualquer respeito pelos critérios: a cunha na sua melhor forma. O mais estranho de tudo isto é que ainda não ouvi desmentidos, demissões nem pareceres dos líderes partidários. Porque será?À beira do fim do mandato, George W. Bush confirmou a sentença de morte de um militar – o primeiro a ser executado desde 1957 nos Estados Unidos, onde é necessária a expressa autorização presidencial para consumar uma sentença capital de um membro das forças armadas, tenha cometido o crime que tiver. Bush desenterra assim uma tradição que estava suspensa desde o mandato do Presidente Eisenhower, o último militar a habitar a Casa Branca. (...)


O slogan é o mesmo, a imagem e o tipo de comício também. Eu não percebo muito de marketing, mas a jogada é perigosa e as críticas podem vir de qualquer lado. Tolo, Sócrates, tolo.
Um deputado social-democrata moderninho diz que a nova lei do divórcio é «uma inovação» no País face à legislação europeia. Pode ser. Mas o espírito das leis é uma coisa – e a aplicação é outra. O legislador (o Parlamento, enfim) devia pensar no assunto em vez de aprovar leis feitas para um mundo ideal onde habitam pessoais ideais e em condições ideais. Nunca é assim. As pessoas concretas, os seus problemas e a maldade habitual acabam por lutar contra as leis para serem mais felizes ou aproveitar-se delas para passarem adiante. Pode ser que eu esteja a ser conservador mas não tenho medo da palavra; simplesmente, basta imaginar divórcios litigiosos concretos (agora exterminados por diploma) para perceber que quem vai sofrer são os mais fracos. Neste caso, as mais fracas.
Portugal tem médicos a mais. Já sei que esta observação não me vai trazer nenhum prémio de popularidade, mas também não é esse o meu propósito. Portugal tem cerca de 340 médicos por 100.000 habitantes e a média da OCDE é de 310.Temos tantos médicos, em percentagem da população, como a França, a Dinamarca, a Finlândia ou a Itália. A Espanha, aqui ao nosso lado, tem apenas 330 médicos por 100.000 habitantes e os países anglo-saxónicos têm menos. O RU tem 250 e os EUA têm 240. (mais)
Anda a ser muito discutida a transferência de algumas competências do Ministério da Educação para as autarquias. Eu acho muito bem que isto avance. Uma gestão descentralizada é, regra geral, melhor que uma centralizada, pelo que legar algumas competências ao poder autárquico só pode trazer benefícios. Claro está que estas competências não podem ser exageradas, devendo resumir-se àquilo que as autarquias conseguem fazer, isto é, gestão das existências (giz, papel higiénico, e essas coisas) e gestão do pessoal não-docente. Numa fase mais avançada de descentralização, vejo as Direcções Regionais de Educação subdividirem-se para fazer entrevistas a todos e a cada um dos candidatos a um lugar como docente, tal como acontece em qualquer lado onde se pretenda bons resultados.
Não sou de esquerda. Discordo quase sempre do Daniel Oliveira e do Pedro Sales. Mas adoro um bom debate e acho que é disso que vai haver no novo Arrastão. É uma pena que uma certa parte da blogosfera comece a falar disto como uma corrida ao armamento, como um reforço da esquerda e uma preparação para a guerra ideológica. Isto é um blogue, melhorado, com mais pessoas, mais bonito e é só. Expectativas lá em cima.
O Lehman Brothers vai declarar falência. Era inevitável, perdeu cerca de 90% do seu valor em bolsa nos últimos meses e as únicas soluções seriam abrir falência, ser comprado por outro banco ou ser nacionalizado como o Freddie e a Fannie. Das três opções a falência parece-me ser a melhor. Apesar de não estar muito por dentro do sistema financeiro americano, as notícias e debates blogosféricos dos últimos tempos permitiram-me algumas luzes e a verdade é que tudo o que se está a passar no mercado americano deve-se à falta de mercado. Para muitos defensores do socialismo, o que se passa na América é a prova do fim do capitalismo e a prova de que o mercado não funciona, mas não é bem assim. O que se passa na América é tão-só a prova de que o mercado tem de ser regulado e muito bem policiado e de que, afinal, não havia assim tanto mercado nos EUA. Para quem não sabe, no mercado existe uma espécie de objectivo último que é a criação do "mercado de concorrência perfeita", que tem como características a homogeneidade (a comercialização de produtos indiferenciados), a atomicidade (todas as empresas terem a mesma dimensão), a transparência (toda a informação sobre o mercado estar ao dispor de qualquer um), a permeabilidade (a possibilidade de entrada de qualquer um no mercado) e a mobilidade (a possibilidade de se mudar de negócio facilmente).
«"Em 2009 sem dúvida que sim", disse o governador do banco central português ao ser interrogado sobre se esperava uma diminuição futura do índice de preços na sequência da diminuição do crescimento económico na Europa. A Comissão Europeia reviu quarta-feira, em baixa, as previsões de crescimento económico para este ano, estimando agora 1,4 por cento na União Europeia e 1,3 por cento na Zona Euro. (...)»
A língua é mesmo matreira, eu jurava a pés juntos que isto quer dizer que ele quer integrar a Ossétia do Sul na Rússia, deve ter sido só impressão minha. Enquanto se continua nestes fait-divers a tensão internacional continua. Vamos ver no que vai dar...“Sim, sem nenhuma dúvida, faremos parte da Rússia e não temos a intenção de criar uma qualquer Ossétia independente, porque a História assim determinou as coisas, os nossos antepassados fizeram a escolha”
«A verdade é que todos os países, mais ou menos liberais, estão demasiado colados à imagem de um estado protector que auxilia em situações de aperto. Esse estado não pode defraudar as espectativas dos amados eleitores e trata de fazer o que se lhe pede. O problema é que tudo isto entra numa tremenda espiral e colocam-se, portanto, sérios problemas.(...)»
O suposto aeroporto da Ota foi um El Dorado para os especuladores. Qualquer pessoa que tivesse um punhado de terra naquela terra ganhou dinheiro sem fim. Com a mudança de planos, aqueles que compraram os terrenos a preços exurbitantes viram a vida a andar para trás: sem aeroporto aqueles terrenos valem muito pouco ou nada. É a especulação: uns ganham outros perdem. Mas não, o nosso governo não deixa, para o nosso governo todos têm de ganhar, por isso toca de gastar dois mil milhões de euros (sim, leram bem) em projectos para "compensar" o pessoal do Oeste e Lezíria do Tejo. Tudo para que os especuladores não percam o dinheiro que investiram. É engraçado que o mesmo governo impõe impostos sobre os "lucros extraordinários" da Galp. Há especulações e especulações...
A Ministra da Educação, a excelente Maria de Lurdes Rodrigues, prefez um outro milagre. Depois de termos tido os melhores resultados desde não sei quando nos exames de matemática, ficamos a saber que as taxas de retenção foram as mais baixas da última década.
Como já havia escrito aqui n' O Afilhado, fui à Festa do Avante. Quando entrei disse, por brincadeira, "isto 'tá visto, vamos andando". O engraçado é que aquilo que foi dito em tom de brincadeira se revelou uma verdade profunda. A Festa do Avante de 2008 só teve uma coisa diferente em relação ao costume: os cartazes eram verdes, coisa que me surpreendeu.
Deve ser o que todos os críticos devem estar a pensar, com alívio: "finalmente vou poder escutar a doutora Manuela Ferreira Leite!", depois do alegado período de silêncio que não foi assim tão silencioso. Ora vamos recapitular:«No Congresso de Junho questionou as obras públicas projectadas pelo Governo socialista e defendeu que há uma situação de emergência social em Portugal. Em Julho deu entrevistas à TVI e ao “Expresso”, em que insistiu que o Governo informasse como e quando vai pagar as novas obras públicas e defendeu que, devido ao endividamento do país, “não há dinheiro para nada”. Outro tema levantado por Manuela Ferreira Leite, no mesmo mês, numa iniciativa da JSD, foi a política de juventude, que considerou “errada”, dizendo que “não pode ser uma política assistencial, de ajudas, subsídios e patrocínios”. A sua última intervenção pública foi no dia 31 de Julho, logo a seguir à mensagem do Presidente da República sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. (...)»
A febre da segurança e do policiamento está a afectar as pessoas em todo o lado. Por cá, mandam-se polícias para as bombas da gasolina, em Londres colocam-se micro-aviões telecomandados a vigiar os movimentos de todos e de cada um: «The micro-drone is only 3ft wide, weighs less than a bag of sugar and can record images from a height of 1,600ft. It was originally used for military reconnaissance but is now being tested by police. The unmanned aerial vehicle (UAV) had a test flight yesterday and will be operational from next month for a three-month trial. If the experiment works, other forces will follow suit - furthering Britain's reputation as a ''Big Brother society''. This country has more CCTV cameras than the rest of Europe put together and in the past week, two police chiefs have voiced their concern over the levels of surveillance.(...)»

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